Atrizes criticam exagero na sexualização feminina no cinema
Foto: wikimedia commons Paul Bird
A atriz Scarlett Johansson, uma das mais conhecidas de Hollywood, disse, em entrevista recente, que se sentiu hipersexualizada quando iniciou sua carreira no cinema. O FLIPAR divulgou na ocasião e republica para quem não viu. .
Foto: wikimedia commons Paul Bird
Durante participação no podcast “Table for Two”, a atriz também criticou a objetificação de outras mulheres jovens na indústria.
Foto: Sgt. Bryson K. Jones
Ela contou que é um fato que mulheres eram hiperssexualizadas e que isso era determinante para a trajetória delas como atrizes..
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Johansson disse ainda que se viu encurralada, “em uma posição da qual não conseguia sair”. Ela contou que era “aliciada” por agente e empresários quando era mais nova, a fim de fazer apenas papéis sexuais.
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Scarlett Johansson começou a atuar com apenas 10 anos, mas foi em “Encontros e Desencontros” (2003) que a atriz ascendeu de vez para a fama.
Foto: Reprodução / Encontros e Desencontros
Ela desabafou e revelou não ter se sentido nada confortável no papel: “Nossos personagens – o dela e o de Bill Murray, 34 anos mais velho do que ela – tem essa… relação profunda e isso foi muito difícil para mim[…] Quando acabei (de filmar) foi como seu eu tivesse estado em um sonho febril”.
Foto: Reprodução / Encontros e Desencontros
Johansson não é a primeira atriz a protestar contra a hipersexualização das mulheres em Hollywood. A atriz Millie Bobby Brown, destaque da série “Stranger Things”, falou sobre o assunto durante participação no podcast “The Guilty Feminist”, em abril de 2022.
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A atriz havia acabado de completar 18 anos e disse que sentia um “tratamento diferente” por parte da mídia e dos fãs em geral por conta dela ter atingido a maioridade.
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Millie pontuou que o fato de ter completado 18 anos não deveria mudar a maneira como a tratam e disse que a situação é "nojenta".
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"Eu acho que é uma boa representação do que está acontecendo no mundo e como as meninas são sexualizadas. Eu tenho lidado com isso desde sempre", completou a atriz.
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Outra atriz renomada que já protestou contra a objetificação de jovens na indústria foi Natalie Portman, ganhadora de um Oscar pelo filme “Cisne Negro” (2010).
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Também em uma entrevista para um podcast, em 2020, a atriz disse ter sido sexualizada quando criança e falou que isso a privou da própria sexualidade.
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Ela disse ainda que foi graças à sua personalidade forte que conseguiu se sentir segura: “Cultivei isso conscientemente porque era uma forma de me fazer sentir segura. Se alguém respeitar você, não fará você se sentir como um objeto”.
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Em 1997, Portman foi convidada para atuar em “Lolita”, adaptação do livro de Vladimir Nabokov, de 1955, que conta a história de um homem de meia-idade que se envolve sexualmente com uma menina de 12 anos.
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Ela contou que prontamente recusou o papel devido ao conteúdo “explícito e lascivo”.
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A atriz afirmou que passou a recusar muitos papéis e se negar a fazer cenas de beijo ou de sexo como uma forma de autodefesa.
Foto: reprodução thor: ragnarok
“Como é normal, nessa idade você tem sua própria sexualidade, seu próprio desejo, e quer explorar coisas, e quer ser aberta, mas não se sente segura, especialmente quando há homens mais velhos que estão interessados em você e precisa lhes dizer: ‘Não, não, não, não e não’”, afirmou no programa.
Foto: reprodução Star Wars, Episódio II: Ataque dos Clones
Em outra oportunidade, a atriz revelou ter ficado chocada ao abrir a primeira carta de um fã e descobrir que se tratava de uma fantasia sobre um estupro!
Foto: reprodução Closer: Perto Demais
Portman também disse que um programa de rádio chegou a fazer uma contagem regressiva para seus 18 anos e que haviam críticos de cinema que, ao escrever sobre seus filmes, falavam sobre seus “seios brotando”.
Foto: reprodução cisne negro
A atriz Megan Fox também já protestou publicamente a respeito da forma como foi tratada no filme “Transformers” (2007). A treta com o diretor Michael Bay foi uma das mais faladas na época, tanto que a Fox abandonou o projeto depois do segundo filme.
Foto: Reprodução / Transformers
Jessica Chastain, que ganhou o Oscar em 2022 por “Os Olhos de Tammy Faye”, criticou a maneira como as mulheres são retratadas em filme de super-heróis.
Foto: wikimedia commons Gage Skidmore
A atriz disse que a “exploração dos aspectos físicos das atrizes não deveriam ser o foco” e criticou o fato de elas precisarem estar sempre de roupas coladas ao corpo.
Foto: wikimedia commons Georges Biard
Ela lembrou que uma personagem feminina pode ser incrível apenas por sua personalidade e citou como exemplo a Ripley (Sigourney Weaver), da franquia "Alien", e Sarah Connor (Linda Hamilton), de “Exterminador do Futuro”.
Foto: reprodução Aliens: O Resgate
Em agosto de 2014, Chastain chegou a criticar o fato de não existir, na época, um filme solo da “Viúva Negra” (foto), que só viria ser lançado em 2021. "O fato é que a maioria dos filmes de Hollywood mostram uma perspectiva masculina. No geral, os filmes de Hollywood são muito 'machocêntricos'", avaliou.
Foto: reprodução
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Foto: wikimedia commons Paul Bird