Ana Lúcia Torre lida com falhas de memória e conta com assistente para seguir em cena

A atriz Ana Lúcia Torre, que já tem 60 anos de carreira, revelou que percebe que sua memória já não é como antes, especialmente no momento de decorar falas para um trabalho.

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Mesmo enfrentando esse desafio, ela segue em cartaz com o espetáculo “Olhos nos Olhos”, em uma montagem que combina memórias de sua trajetória com letras do compositor Chico Buarque.

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Para isso, recorre a um acordo discretamente combinado com o pianista que a acompanha: se eventualmente esquecer alguma fala, ela olha para ele e solicita ajuda. Esse mecanismo, segundo ela, conta também com a compreensão da plateia.

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O uso do pianista correpetidor, como é conhecido o músico que trabalha principalmente com cantores, atores e bailarinos durante processos de ensaio, é comum. Ele acompanha intérpretes em ensaios e os ajuda a estudar repertórios vocais ou cênicos. Ele toca as partes instrumentais ao piano, guia questões de ritmo, afinação, respiração e interpretação, além de ajustar o andamento conforme as necessidades do artista.

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Ana Lúcia diz que a maturidade trouxe serenidade que facilita o trabalho e destaca que continua atuando com prazer, dedicação e empenho, mesmo sabendo que a memória já não é mais a mesma.

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A seguir, relembre a trajetória dessa grande atriz da teledramaturgia brasileira.

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Ana Lúcia Torre nasceu em 21 de abril de 1945, em São Paulo. Ela iniciou estudos em Ciências Sociais na PUC-SP, onde participou de um grupo de teatro amador e, durante esse período, fez sua primeira atuação em cena no espetáculo amador “Morte e Vida Severina”, de 1966.

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A atriz não concluiu os estudos e decidiu morar na Europa por um tempo, onde viveu em Portugal, Noruega e Inglaterra. Ao retornar ao Brasil, em 1975, estreou profissionalmente no teatro com a montagem “Equus”.

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Na televisão, sua primeira participação, embora pequena, foi na novela “Escrava Isaura”, de Gilberto Braga, em 1976.

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Em 1977, ela conseguiu seu primeiro papel fixo em novelas com a personagem Glorita em “Dona Xepa”, também escrita por Gilberto Braga. No mesmo ano, participou da novela “Sinhazinha Flô”.

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Nas décadas de 1980 e 1990, atuou em telenovelas como “As Três Marias”, “Ciranda de Pedra”, “O Homem Proibido”, “Tieta”, “Renascer” e “A Indomada”.

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Um dos papéis mais marcantes de sua carreira foi a vilã Débora na novela “Alma Gêmea”, de Walcyr Carrasco, em 2005.

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Ainda atuou em novelas de sucesso como “O Cravo e a Rosa”, “Porto dos Milagres”, “O Profeta”, “Sete Pecados”, “Caras e Bocas”, “Insensato Coração”, “Amor Eterno Amor”, “Joia Rara”, “Verdades Secretas”, “O Outro Lado do Paraíso”, “Espelho da Vida”, “Quanto Mais Vida, Melhor!”, entre muitas outras.

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No cinema, estreou com o filme “Através da Janela”, lançado em 2000. Depois participou de produções como “Quanto Vale ou É Por Quilo?”, de 2005, e o filme “Bingo: O Rei das Manhãs”, de 2017, pelo qual foi indicada ao Grande Prêmio do Cinema Brasileiro.

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No teatro, Ana Lúcia Torre participou de numerosas montagens ao longo da carreira, incluindo “Rasga Coração”, “Eles Não Usam Black-Tie”, "Num Lago Dourado", e produções do Grupo TAPA, entre elas “Rasto Atrás”.

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Inclusive, em 2023, ela recebeu o Grande Prêmio da Crítica no Prêmio APCA, em reconhecimento à sua contribuição para o teatro.

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Em sua vida pessoal, Ana Lúcia Torre foi casada três vezes. Com o segundo marido, teve um filho, o baixista Pedro Lobo, nascido em 1983, quando ela tinha 40 anos.

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