Fred Astaire: o homem que inovou a dança no cinema

Foto: Domínio Público/Wikimédia Commons

No dia 10 de maio de 1899, em Omaha, nasceu Fred Astaire, dançarino, cantor, ator, coreógrafo e apresentador de televisão estadunidense, considerado por muitos o dançarino mais influente da história do cinema. Indicado ao Oscar, Astaire revolucionou a dança no cinema ao exigir controle total sobre a forma como suas coreografias eram filmadas. Diferente dos musicais da época, ele defendia que a câmera mostrasse os dançarinos de corpo inteiro e com poucos cortes, o que criava a sensação de que a dança acontecia de maneira contínua e natural. Sua famosa frase, “Ou a câmera dança, ou eu danço”, resumiu essa filosofia.

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Esse estilo contrastava diretamente com os musicais de Busby Berkeley, conhecidos pelas tomadas aéreas extravagantes, cortes rápidos e efeitos visuais grandiosos. Outra grande inovação de Astaire foi transformar a dança em parte essencial da narrativa dos filmes. Em vez de usar os números musicais apenas como espetáculo visual, ele fazia com que as coreografias ajudassem a desenvolver a história e os personagens.

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Seus filmes geralmente seguiam uma estrutura com três tipos de dança: um número solo, uma coreografia cômica em dupla e uma dança romântica com sua parceira. Esse modelo influenciou profundamente o cinema musical e mudou a forma como a dança passou a ser apresentada em Hollywood. Por isso, ele é considerado um pioneiro na forma séria e elegante de apresentar a dança no cinema.

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Frederick Austerlitz, seu nome de batismo, era filho de imigrantes de origem alemã e austríaca e cresceu em uma família que apostou desde cedo no talento artístico dele e da irmã, Adele Astaire. Depois que a família se mudou para Nova Iorque, em 1905, os dois passaram a estudar dança, canto e teatro para atuar no vaudeville. A mãe sugeriu a troca do sobrenome Austerlitz por “Astaire”, por considerá-lo mais artístico.

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Os irmãos Astaire estrearam na Broadway em "Over the Top", em 1917, e ficaram famosos depois de estrelarem musicais como "For Goodness Sake", "Funny Face" e "The Band Wagon". Em 1932, sua irmã decidiu se aposentar depois do casamento, e Fred resolveu migrar para o cinema. Segundo relatos, ele não se saiu bem no primeiro teste e recebeu críticas negativas quanto ao canto e à atuação.

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Em 1933, Astaire fez par com Ginger Rogers na produção da RKO Radio Pictures, "Voando para o Rio". A dupla roubou a cena dos protagonistas Dolores del Río e Gene Raymond. A enorme popularidade dos dois levou a RKO a escalá-los juntos em uma série clássica de filmes ao longo da década de 1930, como "A Alegre Divorciada", "Top Hat" e "Ritmo Louco".

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Embora Astaire tenha trabalhado bem com várias atrizes principais ao longo da carreira, sua parceria com Rogers tinha uma química especial e era a preferida do público. Com Rogers, ele coestrelou uma série de dez musicais de Hollywood. Apenas uma vez, em "Dance Comigo", Astaire e Rogers trocaram um beijo em cena, e ainda assim apenas em uma sequência de sonho.

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Entre os trabalhos mais populares de Fred Astaire, que ajudaram a elevar o sapateado a um novo patamar no cinema, estão os filmes "Duas Semanas de Prazer", "Desfile de Páscoa", "A Roda da Fortuna", "Cinderela em Paris", "Meias de Seda", entre outros.

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Os papéis em filmes de drama mais marcantes de Fred Astaire foram em "A Hora Final" e "O Papai Playboy". Seu último trabalho foi em "Histórias de Fantasmas", encerrando assim uma carreira que marcou mais de três décadas de musicais e transformou a dança no cinema.

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Fred Astaire recebeu um Oscar honorário em 1950 por suas contribuições ao cinem. Além disso, ganhou o prêmio pelo conjunto da obra do American Film Institute em 1981. Astaire também fez parte do primeiro grupo de artistas homenageados pelo Kennedy Center Honors, em 1978.

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Mas a carreira dele em Hollywood não se resumiu aos filmes. Ele também estrelou séries e especiais para a televisão, que lhe garantiram vitórias em premiações importantes. Em 1959, ganhou pela primeira vez o Emmy pelo especial de TV "An Evening with Fred Astaire". Depois, conquistou mais quatro indicações e duas vitórias, por "Astaire Time" e "A Family Upside Down".

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Astaire morreu de pneumonia no dia 22 de junho de 1987, aos 88 anos. Seu corpo foi sepultado no Oakwood Memorial Park Cemetery. Um de seus últimos pedidos foi agradecer aos fãs pelos inúmeros anos de apoio. Depois da sua morte, Astaire recebeu diversos prêmios e reconhecimentos póstumos.

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