De Beatles a Prince, 'Rolling Stone' elege os 100 melhores solos de guitarra da história

Foto: Hector Bermudez/Unsplash

A guitarra elétrica ocupa um lugar central na história da música popular, especialmente no rock, onde solos marcantes muitas vezes definem a identidade de uma canção. Ao longo das décadas, alguns desses momentos ultrapassaram o papel de simples improviso e passaram a ser reconhecidos como verdadeiras obras-primas dentro das músicas. Foi com esse olhar que a revista Rolling Stone reuniu os 100 maiores solos de guitarra de todos os tempos, priorizando execuções que expandiram os limites do instrumento e ajudaram a moldar o som de diferentes gerações.

Foto: Hector Bermudez/Unsplash

O critério adotado pela publicação foi claro: nada de levar em conta vendas ou execuções em rádio — o que valeu foi o brilhantismo puro da guitarra de seis cordas e a capacidade do solo de transformar a música em algo maior do que ela seria sem ele. A seleção inclui algumas bandas mais "jovens", numa tentativa de ampliar o alcance temporal do ranking. Ainda assim, os dez primeiros lugares pertencem quase que integralmente às décadas de 1960 e 1980, período em que a guitarra elétrica redefiniu os limites da música popular. Confira o top 10!

Foto: Wikimedia Commons/Lygonstreet

10º) The Beatles ("While My Guitar Gently Weeps"): George Harrison convidou seu amigo Eric Clapton para tocar o solo de "While My Guitar Gently Weeps" no álbum Branco dos Beatles. O resultado é um solo contido, melodioso e profundamente expressivo, à altura de uma das canções mais belas da carreira do grupo.

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9º) Funkadelic ("Maggot Brain"): Eddie Hazel recebeu de George Clinton uma instrução simples antes de gravar: tocar como se acabasse de saber que sua mãe havia morrido. O resultado é um solo de dez minutos de pura catarse, construído sobre uma base minimalista e capaz de comover até quem nunca ouviu uma nota de funk na vida.

Foto: Divulgação/Bruce Talamon

8º) Steely Dan ("Kid Charlemagne"): O solo de "Kid Charlemagne", executado pelo guitarrista Larry Carlton, é um dos mais admirados entre músicos e críticos especializados. Fluido, inventivo e com uma sofisticação harmônica que flerta com o jazz, ele elevou o nível do que uma guitarra poderia fazer dentro de uma produção de rock sofisticado.

Foto: Wikimedia Commons/Kenneth C. Zirkel

7º) Led Zeppelin ("Stairway to Heaven"): Jimmy Page construiu em "Stairway to Heaven" um solo que cresce de forma orgânica a partir da melodia da canção até explodir em uma das sequências mais emotivas do rock clássico. É uma obra de arquitetura musical — cada nota parece inevitável, e o conjunto é maior do que a soma das partes.

Foto: Wikimedia Commons/Jim Summaria

6º) Chuck Berry ("Johnny B. Goode"): Antes de qualquer conversa sobre solos de guitarra no rock, há Chuck Berry. A abertura de "Johnny B. Goode" é uma das frases mais copiadas, citadas e celebradas da música popular, e o solo que se segue estabeleceu a linguagem do rock and roll para todas as gerações que vieram depois.

Foto: Domínio Público

5º) Van Halen ("Eruption"): Com apenas 1 minuto e 42 segundos, "Eruption" mudou para sempre o que se esperava de um guitarrista de rock. Eddie Van Halen apresentou ao mundo uma técnica de tapping que parecia impossível à época, e o que era para ser uma simples introdução de show se tornou uma das gravações mais influentes da história da guitarra elétrica.

Foto: Flickr - Abby Gillardi

4º) Pink Floyd ("Comfortably Numb"): David Gilmour assina um dos solos mais emocionalmente carregados do rock progressivo. Em "Comfortably Numb", ele entrega duas intervenções memoráveis, sendo a segunda — longa, lenta e de uma expressividade quase dolorosa — frequentemente citada como o ponto mais alto de toda a sua carreira.

Foto: Flickr - Jimmy Baikovicius

3º) The Eagles ("Hotel California"): O solo duplo de Joe Walsh e Don Felder no encerramento de "Hotel California" é um dos mais reconhecíveis da história do rock. Construído em camadas e executado em perfeita sintonia entre os dois guitarristas, ele encerra a canção com uma elegância melódica que poucos solos conseguiram replicar.

Foto: Reprodução/X

2º) Jimi Hendrix ("Machine Gun"): Registrada ao vivo no dia 1º de janeiro de 1970, "Machine Gun" é uma das demonstrações mais brutas e geniais do que Hendrix era capaz. O solo usa a guitarra como instrumento narrativo para evocar o horror da guerra do Vietnã — com sons que imitam tiros, explosões e gritos — numa performance que mistura política, dor e virtuosismo de forma inigualável.

Foto: Divulgação

1º) Prince ("Purple Rain"): O solo de Prince na faixa-título de seu álbum mais célebre é amplamente considerado um dos momentos mais emocionalmente devastadores da história da guitarra. Gravado ao vivo, com erros propositalmente preservados, ele combina técnica apurada e entrega visceral numa performance que transcende o virtuosismo e chega perto do sagrado.

Foto: Reprodução/Facebook

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Foto: Hector Bermudez/Unsplash