Jane Austen: nova adaptação de clássico da autora já tem data de estreia nos cinemas
Foto: Reprodução do Youtube Canal DW History and Culture
“Razão e Sensibilidade”, um dos romances mais emblemáticos de Jane Austen, ganhará mais uma adaptação cinematográfica, com estreia prevista para 11 de setembro de 2026 nos Estados Unidos, segundo a revista “The Hollywood Reporter”.
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Com direção de Georgia Oakley (“Blue Jean”) e roteiro adaptado por Diana Reid, o filme terá como protagonistas Daisy Edgar-Jones (“Normal People” - na foto) e Esme Creed-Miles (“Névoa Prateada”), na pele das irmãs Elinor e Marienne Dashwood, respectivamente.
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A nova adaptação confirma a vitalidade impressionante da obra da autora mais de dois séculos após sua morte.
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O universo de Austen já foi tema inúmeras vezes no cinema e na televisão, em versões que marcaram época, como o próprio “Razão e Sensibilidade” (1995), dirigido por Ang Lee e com Emma Thompson e Kate Winslet no elenco.
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Outros exemplos cinematográficos são “Orgulho e Preconceito”, como a versão de Joe Wright em 2005, e a celebrada minissérie da BBC de 1995, além de diferentes leituras de “Emma” e “Persuasão” ao longo das décadas.
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Jane Austen nasceu em 16 de dezembro de 1775, em Steventon, uma pequena localidade rural no condado de Hampshire, na Inglaterra, região onde viria a morrer também.
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Filha de um pastor anglicano, cresceu em um ambiente familiar que valorizava a leitura, a educação e o debate intelectual, algo relativamente raro para mulheres de sua época.
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Desde muito jovem demonstrou inclinação para a escrita, produzindo textos satíricos, histórias curtas e paródias, chamados de “juvenília”, que já revelavam seu olhar afiado sobre os costumes sociais e as relações humanas.
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A vida de Jane Austen foi marcada por certa discrição e por limites impostos à condição feminina no fim do século 18 e início do 19.
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Ela nunca se casou, viveu grande parte da vida com a família e teve uma rotina aparentemente simples, dividida entre afazeres domésticos, convivência social e escrita.
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Ainda assim, foi justamente desse cotidiano aparentemente modesto que extraiu material para construir romances de enorme densidade psicológica e social.
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Seu primeiro romance publicado foi “Razão e Sensibilidade”, lançado em 1811, inicialmente de forma anônima, como era comum para escritoras da época. A obra já apresentava muitos dos elementos que se tornariam marcas registradas da autora: protagonistas femininas complexas, diálogos irônicos e um equilíbrio delicado entre emoção e lucidez moral.
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Em seguida vieram “Orgulho e Preconceito” (1813), talvez seu livro mais famoso, “Mansfield Park” (1814) e “Emma” (1815), consolidando sua reputação como uma observadora perspicaz da sociedade inglesa da era georgiana.
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Mesmo sem grande fama em vida, seus livros tiveram boa recepção e garantiram-lhe certo reconhecimento dentro de círculos literários.
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Após sua morte, em 18 de julho de 1817, aos apenas 41 anos, possivelmente em decorrência de uma doença crônica ainda debatida por estudiosos, foram publicados “Persuasão” e “A Abadia de Northanger”. Ela morreu em em uma casa na College Street, em Winchester, onde buscava tratamento.
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"Persuasão" teve sua mais recente adaptação em 2022, pela Netflix, com Dakota Johnson ("Amores Materialistas") no papel da protagonista Anne Elliot.
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Foi nesse momento que seu nome passou a ser oficialmente associado às obras, revelando ao público a identidade da autora que até então assinava apenas como “By a Lady” (“Uma Senhora”).
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Com o passar do tempo, a importância de Jane Austen cresceu de forma contínua, transformando-a em uma das escritoras mais estudadas, adaptadas e admiradas da literatura mundial. o colocar mulheres no centro da narrativa, dotadas de inteligência, senso crítico e capacidade de escolha, Austen antecipou debates que só ganhariam força muitos anos depois.
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