"Alice no País das Maravilhas": a origem e o legado da obra de Lewis Carroll

“Alice no País das Maravilhas”, livro de fantasia escrito por Lewis Carroll e publicado em 1865 pela editora Macmillan, é um dos títulos mais conhecidos da literatura inglesa do século XIX.

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Lewis Carroll era o pseudônimo de Charles Lutwidge Dodgson, um matemático britânico nascido em 27 de janeiro de 1832, em Daresbury, Inglaterra, que passou a maior parte de sua vida como professor na Christ Church, na Universidade de Oxford.

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Dodgson baseou o livro nas histórias que contou às filhas de Henry George Liddell, em 1862, durante um passeio de barco, e inspirou a protagonista em Alice Liddell, uma das filhas, que, na época, tinha 10 anos.

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O manuscrito original recebeu o título “Alice’s Adventures Under Ground” e foi feito para que Alice Liddell tivesse a história por escrito.

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Depois, ele decidiu publicar a história e, em 4 de julho de 1865, três anos após o passeio que originou a narrativa, o livro revisado foi publicado com ilustrações de John Tenniel.

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A primeira tiragem, composta por dois mil exemplares, foi retirada de circulação após reclamações de Tenniel sobre a qualidade da impressão e uma nova edição foi publicada em 1866.

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Essa segunda tiragem rapidamente se esgotou, e registros indicam que a obra foi lida por figuras como Oscar Wilde e a rainha Vitória.

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A narrativa acompanha Alice, que segue um coelho branco de colete e relógio, cai em uma toca e entra em um mundo fantástico. Nesse ambiente, encontra criaturas peculiares que falam e se comportam como humanos, além de enfrentar situações que desafiam a lógica.

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Entre os personagens mais conhecidos estão o Coelho Branco, o Chapeleiro Maluco, a Rainha de Copas, a Rainha Branca, e o Gato de Cheshire. Esses personagens desempenham papéis centrais no desenvolvimento da trama.

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Em 1871, Carroll publicou a continuação intitulada “Alice Através do Espelho e O Que Ela Encontrou Por Lá”. A obra ampliou o universo ficcional e, embora tenha narrativa própria, complementou o primeiro livro em temas e estrutura.

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Durante a vida do autor, as vendas alcançaram cerca de 180 mil exemplares e, com o passar do tempo, foi traduzida para mais de 125 idiomas e ultrapassou 100 edições na língua inglesa.

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“Alice no País das Maravilhas” também recebeu diversas adaptações para teatro, televisão e cinema. A primeira adaptação cinematográfica ocorreu em 1903, um filme mudo dirigido por Cecil Hepworth e Percy Stow.

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A primeira adaptação com som foi dirigida por Bud Pollard em 1931.

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Entre as adaptações mais conhecidas está a animação “Alice no País das Maravilhas”, lançada em 1951 pelo estúdio Walt Disney;

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E o filme “Alice no País das Maravilhas”, dirigido por Tim Burton em 2010, com Johnny Depp no papel do Chapeleiro e Mia Wasikowska como Alice, que contou com uma continuação lançada em 2016, “Alice Através do Espelho”.

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A obra também inspirou produções televisivas, como a série “Era Uma Vez no País das Maravilhas”, derivada do universo de “Era Uma vez”, série que adaptava contos da Disney.

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Até hoje, “Alice no País das Maravilhas” segue como um dos livros mais adaptados da literatura inglesa e continua objeto de estudo em instituições acadêmicas, além de integrar diversas listas de leitura escolar em vários países.

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