23 de abril, Dia do Choro: ritmo é Patrimônio Cultural do Brasil
Foto: flickr Governo do Estado de São Paulo
O dia 23 de abril é celebrado como o Dia do Choro, uma data dedicada a um dos gêneros mais tradicionais da música brasileira. Em 2024, o IPHAN oficializou o choro como o 53° Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil, reconhecendo sua relevância histórica e cultural. Surgido no século XIX, o estilo reúne influências europeias e africanas, resultando em uma sonoridade única e sofisticada. Com forte presença de instrumentos como flauta, cavaquinho e violão, o choro se destaca pela riqueza melódica e pelo improviso. O reconhecimento valoriza não apenas a música, mas também os músicos, rodas e tradições associadas ao gênero. Assim, a data reforça a importância de preservar e difundir esse patrimônio que faz parte da identidade cultural do país.
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Criado por volta de 1870 no Rio de Janeiro, esse gênero musical brasileiro teve como principal expoente a canção "Flor Amorosa", de Joaquim Callado. A decisão unânime veio em 29/2/2024 depois de uma reunião entre os 22 membros do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural.
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Ao contrário de objetos ou lugares, o patrimônio imaterial se refere aos conhecimentos culturais transmitidos de uma geração para outra, essenciais para a construção da identidade cultural de uma sociedade.
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O pedido foi feito inicialmente pelo Clube do Choro, que fica em Brasília (foto), e ganhou o apoio de outras casas, como o Clube do Choro de Santos e o Instituto Casa do Choro, do Rio de Janeiro.
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O choro -- ou chorinho -- é caracterizado por uma formação instrumental flexível, mas geralmente composta por violão, cavaquinho, pandeiro e flauta.
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O choro tem influências de diversos estilos musicais, como a polca, o lundu, o maxixe e a modinha, e é caracterizado por sua alegria e vivacidade.
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As rodas de choro, encontros informais onde músicos se reuniam para improvisar e celebrar a música, foram fundamentais para o desenvolvimento do gênero.
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O bandolim, instrumento de cordas dedilhadas, também é um dos pilares do gênero, com Jacob do Bandolim sendo um dos seus maiores expoentes. Veja alguns dos artistas que foram pioneiros do choro no Brasil!
Foto: wikimedia commons Jo Dusepo
Jacob do Bandolim: Virtuoso do bandolim, Jacob do Bandolim era conhecido por sua técnica impecável e por composições como "Doce de Coco" e "Brasileirinho".
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Joaquim Callado: Conhecido como o "Pai do Choro", encantava com sua flauta virtuosa e melodias inesquecíveis. Uma de suas músicas mais famosas é "Flor Amorosa", que é considerada uma das primeiras composições de gênero.
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Chiquinha Gonzaga: A famosa "Rainha do Choro", Chiquinha Gonzaga quebrava barreiras e revolucionou o gênero com suas composições inovadoras. É conhecida por clássicos como "Corta-Jaca" e "Atraente".
Foto: wikimedia commons Edinha Diniz
Ernesto Nazareth: Era conhecido como o "Poeta do Piano", com suas valsas e polcas que encantaram o mundo. Algumas de suas composições mais conhecidas incluem "Odeon", "Brejeiro" e "Apanhei-te, Cavaquinho".
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Pixinguinha: Considerado um dos maiores compositores e instrumentistas da história do choro, Pixinguinha é conhecido por clássicos como "Carinhoso" e "Um a Zero".
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Waldir Azevedo: Conhecido por popularizar o choro na década de 1950 com sua composição "Delicado", Waldir Azevedo foi um dos maiores cavaquinistas da história do gênero.
Foto: wikimedia commons EduardoAP
O gênero teve um papel importante na história da música brasileira, contribuindo para o desenvolvimento de outros estilos, como a Bossa Nova e a Música Popular Brasileira.
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