O fungo "brasileiro" que afeta nossa saúde

Espécie foi vista nos anos 90, mas voltou a preocupar

Foto: reprodução / showmetech

No Rio, antes dos anos 2000

O gênero de fungo Sporothrix foi conhecido em meados dos anos 1898. No Brasil, uma nova espécie deste gênero apareceu em meados dos anos 1990, no Rio de Janeiro, transmitido por gatos de rua.

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Feridas na pele

Inicialmente, se sabia que o Sporothrix aparecia no solo e em algumas plantas. Mas algumas das suas espécies, como o Sporothrix brasiliensis, podem se infiltrar nas camadas superficiais da pele e causar feridas.

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Mais que a pele

Mas além de feridinhas, o fungo pode invadir o sistema linfático e atacar os olhos, nariz e até pulmões.

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Proliferando

Apesar de casos assim serem considerados raros, entre 1998 e 2001 a Fundação Oswaldo Cruz diagnosticou 178 deles. As últimas estatísticas falam em mais de 12 mil casos conhecidos em seres humanos.

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Gatinhos viraram alvo

De acordo com especialistas, por algum motivo, o fungo se adaptou a gatos, e começou a ser identificado neles e em cachorros. Entre os 178 casos diagnosticados pela Fiocruz, 156 tinham contato com felinos.

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Mas eles não têm culpa

Eles viraram alvo por disputarem fisicamente o território (constantemente se arranhando etc), mas são tão vítimas do fungo quanto os humanos. Uma causa, na verdade, seria a falta de políticas públicas para contê-lo.

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Cadeia de desastres

O maior motivo para a disseminação do fungo é a desorganização do ecossistema. Com a nossa ocupação do solo, desmatamento e proliferação de moradias, o ambiente forçou os fungos a se adaptarem, o que expôs os gatos.

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O que fazer?

O tratamento para esse fungo não é fácil, e pode não responder de primeira aos remédios antifúngicos. A terapia costuma durar 187 dias, de acordo com a UFRG. A chave é diagnosticar e tratar o quanto antes.

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