Japão devolve pandas à China e tensão entre os países cresce; entenda

Pela primeira vez em mais de 50 anos, o Japão ficará sem pandas gigantes.

Foto: Randychiu/Wikimedia Commons

Isso porque os irmãos Xiao Xiao e Lei Lei serão enviados à China em 27 de janeiro, antecipando uma repatriação que estava prevista para fevereiro.

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Uma multidão se reuniu no Zoológico de Ueno, em Tóquio, para se despedir dos pandas.

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O evento gerou comoção entre os visitantes japoneses e marca o fim simbólico da chamada “diplomacia dos pandas” no país.

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Tradicionalmente, os pandas eram enviados por Pequim como gesto diplomático entre os dois países desde os anos 1970.

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A repatriação ocorre em meio ao agravamento das tensões entre Japão e China, especialmente por divergências sobre Taiwan e a segurança regional.

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O cenário escalou em novembro de 2025, após a primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, sugerir uma possível intervenção militar em defesa de Taiwan.

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A China exige retratação, alegando que o Japão violou o acordo de 1972, no qual Tóquio reconhecia Taiwan como parte inalterável do território chinês.

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Além da saída dos pandas, o clima de desgaste se reflete em alertas do governo japonês a turistas chineses, redução de voos entre os países e adiamento de eventos culturais.

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Os pandas-gigantes chineses são mamíferos nativos das regiões montanhosas do centro da China, especialmente nas províncias de Sichuan, Shaanxi e Gansu.

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Famosos por sua pelagem preta e branca e comportamento dócil, pertencem à família dos ursos carnívoros, embora tenham dieta quase totalmente baseada em bambu.

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Eles têm um “falso polegar” que facilita o manuseio de caules e chegam a dedicar cerca de 12 horas por dia a consumir até 38 quilos de bambu para suprir suas necessidades energéticas.

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Esses animais vivem solitários na maior parte do tempo e usam vocalizações e marcas de cheiro para se comunicar.

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Durante décadas, os pandas foram símbolo de espécies ameaçadas, mas esforços de conservação, criação de reservas naturais e reprodução em cativeiro ajudaram a aumentar a população.

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Apesar do atrito com o Japão, os pandas são considerados um ícone nacional da China e um importante instrumento de diplomacia cultural em acordos com zoológicos de outros países.

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Hoje, estima-se que existam pouco mais de 1.800 indivíduos na natureza, tornando cada nascimento um evento celebrado globalmente.

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