Hibernação, torpor ou brumação? Entenda a diferença entre esses estados
Foto: Simon Berstecher pixabay
Em várias partes do mundo, o inverno impõe desafios para muitos animais. O frio intenso e a escassez de alimentos levaram diversas espécies a desenvolver estratégias para economizar energia e aumentar as chances de sobrevivência. A hibernação é uma das adaptações mais conhecidas,
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Durante a hibernação, o metabolismo desacelera e a temperatura corporal, os batimentos cardíacos e a respiração diminuem para economizar energia. O animal entra em um estado de profunda letargia e pode até parecer morto. Em muitas espécies, as funções do organismo ficam reduzidas ao mínimo, incluindo a eliminação de urina e fezes.
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Com a chegada da primavera e o aumento das temperaturas, os animais despertam e retomam gradualmente suas atividades. O metabolismo volta ao normal, eles passam a se alimentar intensamente e, em muitas espécies, inicia-se o período de reprodução.
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Nem todo animal que "dorme" no inverno entra em hibernação. Algumas espécies passam por torpor ou outros estados de dormência, reduzindo o metabolismo sem permanecer totalmente adormecidas. Por isso, a classificação de alguns animais ainda gera debates.
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Esquilos – Algumas espécies, como os esquilos-terrestres, passam vários meses em hibernação para economizar energia durante o inverno. Nesse período, a temperatura corporal e o metabolismo caem drasticamente, permitindo que sobrevivam mesmo em ambientes muito frios.
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Sapos – Em regiões frias, muitas espécies entram em um estado de dormência durante o inverno para economizar energia. Os aquáticos permanecem no fundo de lagos e riachos, enquanto os terrestres se abrigam em tocas, sob folhas ou troncos até a chegada da primavera.
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Morcegos – Muitas espécies insetívoras que vivem em regiões temperadas entram em hibernação durante o inverno. Com a escassez de insetos, reduzem drasticamente o metabolismo para economizar energia até que o alimento volte a ficar disponível.
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Ouriços – Existem cerca de 17 espécies desses pequenos mamíferos cobertos por espinhos. Nas regiões frias, muitas entram em hibernação durante o inverno, reduzindo o metabolismo para economizar energia até a volta do clima mais ameno.
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Hamsters – Em temperaturas muito baixas, alguns hamsters podem entrar em torpor, reduzindo a respiração e os batimentos cardíacos. Nesse estado, muitos donos pensam que o animal morreu, mas ele apenas está em uma dormência temporária causada pelo frio.
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Para evitar o torpor, mantenha o hamster em um ambiente aquecido, com água e alimento sempre disponíveis. Se ele entrar nesse estado, aqueça-o gradualmente e procure orientação veterinária, pois pode despertar debilitado após o período de dormência.
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Ratos silvestres – Algumas espécies entram em torpor durante os períodos mais frios, reduzindo o metabolismo para economizar energia. Esse estado pode durar dias ou semanas e é sustentado pelas reservas de gordura acumuladas antes do inverno.
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Lagartos (teiús) – Durante o inverno, os teiús entram em um estado de brumação, reduzindo o metabolismo para economizar energia. Esse mecanismo já foi estudado por pesquisadores da Universidade de Brasília para investigar processos ligados ao envelhecimento e aos efeitos da isquemia cerebral.
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Rãs – Em regiões frias, algumas espécies passam o inverno em hibernação. As fêmeas costumam se abrigar em cavidades no solo, enquanto os machos podem permanecer enterrados no lodo de lagoas e charcos até a chegada da primavera.
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Tartarugas, cágados e jabutis – Esses répteis pertencem ao grupo dos quelônios e dependem da temperatura do ambiente para regular o corpo. Em regiões de inverno rigoroso, algumas espécies entram em brumação, reduzindo o metabolismo e a atividade por semanas ou até alguns meses.
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Marmotas – Estão entre os mamíferos que passam mais tempo em hibernação. Em regiões de inverno rigoroso, algumas espécies permanecem na toca por até sete ou oito meses, vivendo das reservas de gordura acumuladas antes do frio
Foto: Mona El Falaky por Pixabay
Texugos – No outono, acumulam uma espessa camada de gordura que ajuda a proteger os órgãos e a conservar o calor corporal. Embora não entrem em hibernação verdadeira, passam longos períodos de inatividade durante o inverno, vivendo dessas reservas energéticas.
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Ursos – Durante o inverno, entram em um estado de dormência prolongada, com forte redução do metabolismo. A temperatura corporal cai apenas alguns graus, permitindo que despertem mais facilmente do que animais que passam por uma hibernação profunda.
Foto: wiki
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