Hoje conhecidos apenas por seus fósseis e pelas reconstruções feitas pela ciência, os dinossauros dominaram a Terra por milhões de anos — e também habitaram o território que hoje corresponde ao Brasil. Descobertas realizadas em diferentes regiões do país revelam uma surpreendente diversidade de espécies.
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Fósseis encontrados em diferentes regiões, do Nordeste ao Sul e Sudeste, comprovam que os dinossauros viveram no território brasileiro há milhões de anos. Dezenas de espécies já foram identificadas no país, incluindo animais carnívoros e herbívoros de diferentes portes.
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Entre eles, alguns se destacam pela antiguidade, raridade ou pelo estado de conservação dos fósseis. O Rio Grande do Sul, por exemplo, revelou espécies que viveram há cerca de 230 milhões de anos e estão entre os dinossauros mais antigos já conhecidos no planeta.
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Duas espécies brasileiras se destacam pela enorme antiguidade: Staurikosaurus pricei e Buriolestes schultzi. Encontrados no Rio Grande do Sul, eles viveram no período Triássico e estão entre os dinossauros mais antigos já conhecidos pela ciência.
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Outro caso que ganhou repercussão internacional foi o do Ubirajara jubatus, fóssil encontrado na região da Chapada do Araripe, no Ceará. O exemplar chamou atenção por preservar estruturas semelhantes a filamentos e também se tornou símbolo do debate sobre a retirada de fósseis brasileiros para o exterior.
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O fóssil apresentava estruturas filamentosas semelhantes a penas e acabou no centro de uma grande controvérsia após ser levado irregularmente para a Alemanha. Depois de anos de debates científicos e diplomáticos, o exemplar foi repatriado ao Brasil em 2023.
Foto: Reprodução/Luiz Eduardo Anelli
Após retornar ao Brasil, o fóssil atribuído ao Ubirajara jubatus passou a integrar o acervo do Museu de Paleontologia Plácido Cidade Nuvens, da Universidade Regional do Cariri (URCA). A instituição fica em Santana do Cariri, no Ceará, região onde o exemplar foi encontrado.
Foto: Divulgação/ASCOM URCA
Em Minas Gerais, fósseis revelaram o Uberabatitan ribeiroi, um enorme dinossauro herbívoro do grupo dos titanossauros. Encontrado na região de Uberaba, ele está entre os maiores dinossauros já identificados no Brasil e ajuda a compreender os ecossistemas que existiam no país no fim do período Cretáceo.
Foto: Divulgação/@Saurian_drawn
Os dinossauros do Triássico encontrados no Rio Grande do Sul viviam em uma paisagem cortada por rios e planícies aluviais. O clima era marcado por forte sazonalidade, alternando períodos mais secos com épocas de chuvas intensas, que transformavam a paisagem.
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Já o Ubirajara viveu na região da atual Chapada do Araripe, onde existia um amplo sistema de lagos durante o Cretáceo. O ambiente abrigava rica vegetação e uma fauna diversificada, com pterossauros e outros répteis. As rochas sedimentares da região preservaram importantes registros desse antigo ecossistema.
Foto: Reprodução/Paleocreations
Os vestígios de dinossauros não se resumem a ossos fossilizados: pegadas também revelam onde esses animais viveram. Em São Paulo, marcas preservadas em rochas da região de Araraquara indicam que dinossauros caminharam sobre dunas de um enorme ambiente desértico há milhões de anos.
Foto: Bruno Navarro/Arquivo pessoal
Apesar das importantes descobertas, grande parte do potencial paleontológico brasileiro ainda permanece por ser investigada, em um trabalho que exige especialistas, tempo e recursos. Além do valor científico, os fósseis ajudam a preservar e divulgar a história natural e, no Brasil, são protegidos como patrimônio da União.
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