Carta de pesquisadores pede fim do abate de jumentos no país

A situação dos jumentos no Brasil tem preocupado pesquisadores, que pedem a revisão de uma decisão judicial que permite o abate desses animais, segundo reportagem do Canal Rural.

Foto: Felipe Balbino wikimedia commons

Especialistas de instituições como Universidade de São Paulo, Universidade Estadual Paulista e Universidade Federal da Bahia divulgaram carta aberta contra a medida do Tribunal Regional Federal da 1ª Região. O documento faz um alerta.

Foto: agriculturasp - wikimedia commons

A queda drástica da população de jumentos no país. Dados citados de FAO, IBGE e Agrostat indicam redução de 94 por cento entre 1996 e 2024. Em 1996, eram 1,37 milhão de animais. Hoje, são 78 mil.

Foto: Mätes II. - wikimedia commons

A queda está associada principalmente à exportação de peles para a China, usadas na produção do ejiao (derivado do couro). O jumento, aliás, já não existe mais em certas partes da África e está em risco de extinção em vários países.

Foto: agriculturasp - wikimedia commons

Apesar da legalidade no processo, há denúncias sobre a falta de um controle que impeça maus-tratos aos animais antes do abate. Em 2021, a BBC News Brasil destacou o impacto dessa atividade também no aspecto cultural.

Foto: Adrian Pingstone wikimedia commons

A drástica redução no número de animais encareceu na hora da compra. Quem precisava de um jumento pagava até R$ 150. Mas hoje precisa de R$ 500 .

Foto: Nevit Dilmen wikimedia commons

A organização The Donkey Sanctuary estima que 5,9 milhões de jumentos são abatidos a cada ano para abastecer o mercado de ejiao, substância da medicina chinesa feita a partir do colágeno extraído da pele do jumento.

Foto: Pixabay

Esse produto vem sendo usado há séculos na China como medicamento natural contra insônia, anemia, sangramentos e sinais de envelhecimento.

Foto: Rolfmueller - wikimedia commons

Os produtores de ejiao costumavam usar peles de jumentos provenientes da própria China. Mas o número de jumentos no país despencou em 2021. E o país buscou fontes externas.

Foto: Deadkid dk wikimedia commons

Ao mesmo tempo, o ejiao deixou de ser um produto de nicho de luxo para se tornar um item popular e amplamente disponível no mercado, acessível a muitas camadas da população, o que exigiu uma ampliação da produção.

Foto: Fumikas Sagisavas - wikimedia commons

Existem, aliás, diferenças entre vários tipos de equinos, embora as pessoas se confundam. Para finalizar a galeria, vejamos algumas peculiaridades.

Foto: Paolo Neo wikimedia commons

Cavalo: É da espécie Equus ferus caballus, domesticado há milênios. Tem corpo grande, patas longas e é usado para montaria, tração e esporte.

Foto: Cavalo, animal - Imagem de Alexa por Pixabay

Jumento: Também chamado de jegue, é da espécie Equus africanus asinus. Tem orelhas longas, corpo mais compacto e é adaptado a terrenos áridos; ancestral direto do burro.

Foto: Nevit Dilmen wikimedia commons

Burro: É o filho de jumento com égua. É estéril, como quase todos os híbridos, e reúne força e resistência; usado para carga e trabalho rural.

Foto: Tomás Del Coro wikimedia commons

Mula: É a filha de cavalo com jumenta. Também é estéril e usada para transporte, sendo robusta e obediente; fêmea é chamada de mula, e o macho de muar.

Foto: Sogospelman wikimedia commons

Inclusive, o personagem chamado de Burro na franquia “Shrek” não pode ser burro já que teve filhotes com a Dragão fêmea. Os burros são estéreis. Donkey deve ser jumento…

Foto: Divulgação

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Foto: Felipe Balbino wikimedia commons