Caravelas-portuguesas e águas-vivas provocam centenas de queimaduras em praia do RS

Um aumento incomum no número de queimaduras causadas por caravelas-portuguesas e águas vivas marcou os últimos dias na Praia do Cassino, em Rio Grande, no sul do RS.

Foto: Rodrigo Genoves/Arquivo Pessoal

Somente durante o feriado de Iemanjá, guarda-vidas registraram 576 atendimentos, com dez pessoas encaminhadas para a UPA, a maioria em estado moderado. O caso mais grave envolveu uma menina de 12 anos, com queimaduras no tórax.

Foto: Divulgação/Corpo de Bombeiros

Segundo especialistas, a chegada desses animais está ligada à atuação de correntes marítimas e ventos que empurraram as caravelas do oceano para a costa, apesar de não tratar-se de um ano recorde.

Foto: Divulgação/Corpo de Bombeiros

Segundo o biólogo Eric Comin, ventos e temperatura da água favorecem o surgimento da espécie nesta época. A caravela se move com uma bolsa flutuante e libera substância urticante ao contato com os tentáculos, causando reações intensas.

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Os sintomas após o contato com a caravela incluem dor intensa, bolhas, inchaço, calafrios, náuseas e até parada respiratória. Mesmo exemplares mortos continuam perigosos, e o simples toque nos tentáculos já é suficiente para provocar queimaduras sérias.

Foto: Ruan Luz/Divulgação

Em caso de queimadura, não use água doce nem areia. Aplique vinagre na região afetada, remova os tentáculos com pinça ou barbeador e evite coçar. Observar a faixa de areia antes de entrar no mar pode evitar acidentes.

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De acordo com o Corpo de Bombeiros, a água clara e com elevação da temperatura se torna convidativa para os banhistas e ao mesmo tempo favorece a proliferação das águas vivas. E é necessário ter cuidado.

Foto: Reprodução RBS TV

Os guarda-vidas fincaram até bandeiras azuis nas praias – entre elas, a Capão da Canoa – para alertar sobre o perigo.

Foto: Reprodução RBS TV

As Medusas, chamadas normalmente de Águas-Vivas, são seres que têm corpos formados majoritariamente por água (95%). Quando se sente ameaçada, a água-viva solta um ferrão que injeta uma substância urticante na vítima, seja animal ou pessoa.

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O ideal, inclusive, é pedir ajuda aos guarda-vidas. Nas guaritas, quem é queimado costuma usar vinagre para tratar a lesão. E diz que arde bastante.

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Existem mais de mil espécies de águas vivas pelos oceanos, em todo o planeta, aliás. No Brasil, as mais comuns são Olindias sambaquiensis, Physalia Physalis e Chrysaora láctea.

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As águas-vivas medem entre 2 centímetros e 2 metros de comprimento. Portanto, há uma variedade grande de tamanhos.

Foto: Freepik

A água-viva pode ter até 40 tentáculos, que ficam em volta da boca e auxiliam na captura do alimento.

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Elas podem comer peixes e crustáceos. Além disso, podem ter microalgas vivendo em seus tecidos e fornecendo nutrientes por meio do processo da fotossíntese.

Foto: Gdr wikimedia commons

Especialistas afirmam que o aquecimento global, que vem chamando atenção com altas temperaturas fora de época, fazem bem às águas-vivas e aumentam a sua proliferação.

Foto: Joe por Pixabay

Portanto, é uma área de grande movimento, pois, além do banho de mar, a área oferece atrações como uma estação ecológica e um complexo eólico para geração de energia limpa, entre outros atrativos.

Foto: Reprodução TV Globo

Uma curiosidade é que existem águas-vivas que brilham na escuridão. Elas possuem órgãos bioluminescentes que provocam esse efeito. Por fim, esse animal marinho tem até uma data comemorativa: 3 de Novembro é Dia Mundial da Água-Viva.

Foto: Imagem de Lisa por Pixabay

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Foto: Rodrigo Genoves/Arquivo Pessoal