Baratas com 'trajes de mergulho' podem ser usadas em missões de resgate e até exploração em Marte
Foto: Reprodução/Universidade Tecnológica de Nanyang
Insetos equipados com tecnologia eletrônica podem se tornar aliados importantes em operações de resgate e até em futuras missões espaciais. Pesquisadores da Universidade Tecnológica de Nanyang, em Singapura, desenvolveram um sistema que permite a baratas ciborgues sobreviver por até três horas em locais sem oxigênio, incluindo ambientes submersos.
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A inovação amplia as possibilidades de uso desses animais em cenários onde robôs convencionais encontram dificuldades para atuar. O equipamento funciona como um pequeno sistema portátil de fornecimento de oxigênio. Em vez de armazenar ar comprimido, o dispositivo produz o gás por meio de uma reação química entre uma solução de peróxido de hidrogênio e um catalisador.
Foto: Divulgação/Nanyang Technological University (NTU)
Em seguida, o oxigênio chega aos espiráculos, responsáveis pela respiração das baratas, através de finos tubos conectados ao corpo do inseto. Além desse mecanismo, implantes elétricos permitem que os cientistas controlem remotamente a direção dos movimentos.
Foto: Imagem gerada por IA
Durante os experimentos, as baratas caminharam por até três horas debaixo d'água, a profundidades de até 50 centímetros, e também atravessaram ambientes preenchidos com dióxido de carbono sem apresentar danos à saúde ou perda significativa de desempenho.
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Os pesquisadores explicam que esses insetos oferecem vantagens naturais, como alta resistência, baixo consumo de energia e capacidade de atravessar espaços muito estreitos, características que os tornam mais eficientes do que pequenos robôs em determinadas situações.
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A eletrônica implementada apenas orienta o deslocamento, enquanto a força necessária para a locomoção continua a cargo do próprio animal. O projeto representa uma evolução de pesquisas iniciadas há alguns anos. Em 2021, a equipe apresentou as primeiras baratas controladas eletronicamente por meio de pequenas mochilas.
Foto: Reprodução/Universidade Tecnológica de Nanyang
Três anos depois, conseguiu coordenar um grupo de 20 insetos em deslocamentos sincronizados, e parte dessa tecnologia chegou a ser empregada em operações de busca após o terremoto que atingiu Myanmar, em 2025. O próximo objetivo consiste em testar os equipamentos em condições semelhantes às do espaço, com exposição ao vácuo, radiação e temperaturas extremas.
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Apesar do potencial para futuras missões em outros planetas, especialistas alertam que o uso de organismos vivos fora da Terra exige cuidados rigorosos para evitar contaminação biológica. A ideia de transformar baratas em auxiliares de resgate, porém, já vem sendo estudada desde 2014, com sensores e microfones capazes de localizar pedidos de socorro sob escombros.
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