Atravessou fronteiras: após virar símbolo da lealdade no Japão, Hachiko ganha estátua em novo parque de Lima, no Peru
Foto: Reprodução/YouTube
Uma história de fidelidade que começou no Japão há mais de um século ganhou um novo endereço na América do Sul. Em Miraflores, distrito de Lima, no Peru, uma estátua de Hachiko passou a fazer parte de um parque criado para celebrar a cultura japonesa e aproximar as duas nações.
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O Parque Shibuya surgiu de uma parceria entre as administrações de Miraflores e Shibuya, bairro de Tóquio que ficou conhecido mundialmente pela história do cão. A inauguração representa o resultado de mais de dois anos de cooperação entre as duas regiões e também terá uma homenagem correspondente no Japão.
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A previsão é que Shibuya inaugure, em dezembro, o Parque Miraflores, com murais inspirados em pontos turísticos da capital peruana. Para as autoridades locais, Hachiko simboliza amizade, lealdade e solidariedade, valores que ajudam a representar a relação entre japoneses e peruanos.
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A trajetória do cão da raça Akita Inu começou em novembro de 1923, na cidade de Odate, na província de Akita, no Japão. Ainda pequeno, ele foi adotado pelo professor Hidesaburō Ueno, da Universidade Imperial de Tóquio, com quem criou uma rotina diária.
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O cachorro acompanhava o tutor até a estação de Shibuya pela manhã e retornava ao local no fim do dia para recebê-lo. Em maio de 1925, porém, Ueno morreu aos 53 anos após sofrer uma hemorragia cerebral enquanto estava trabalhando. Hachiko tinha convivido com o professor por pouco mais de um ano, mas não abandonou o hábito de voltar à estação.
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Por quase uma década, o animal permaneceu no mesmo local à espera de um tutor que nunca mais apareceria. A história ganhou projeção nacional em 1932, após uma reportagem publicada pelo jornal Tokyo Asahi Shimbun. A partir daí, moradores começaram a cuidar do cachorro, enquanto pessoas de várias regiões viajavam para conhecê-lo.
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Em 1934, Hachiko recebeu uma estátua de bronze diante da estação, onde havia criado sua rotina de espera. A primeira escultura foi derretida durante a Segunda Guerra Mundial, mas outra ocupou o mesmo lugar em 1948. O monumento permanece até hoje como um dos símbolos mais conhecidos de Tóquio.
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Hachiko morreu em 8 de março de 1935 e recebeu uma despedida que reuniu autoridades, religiosos e admiradores. Até hoje, uma cerimônia anual, na mesma data de sua morte, recorda sua história em Shibuya. E o legado do cachorro foi longe.
Foto: Shibuya Folk and Literary Shirane Memorial Museum/Domínio Público
Livros, documentários e produções cinematográficas também ajudaram a espalhar sua fama, entre elas o filme “Sempre ao Seu Lado”, de 2009, com Richard Gere. Agora, a homenagem no Peru amplia ainda mais o alcance de uma história que se tornou sinônimo de fidelidade.
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