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Porque Barcelona é a escolhida para as atualizações na F1

O GP da Espanha é normalmente o lugar onde as equipes de F1 trazem suas maiores atualizações no ano. Entenda o motivo.

17 mai 2022 12h37
| atualizado em 18/5/2022 às 12h17
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Barcelona foi o primeiro circuito a receber os carros da F1 2022
Barcelona foi o primeiro circuito a receber os carros da F1 2022
Foto: Pirelli / Divulgação

Chegamos à 6ª etapa da temporada 2022 e a F1 agora chega ao seu sapato velho. Mas como assim? Sabe aquele sapato que você já calça e o pé fica certinho? Então, Barcelona tem essa sensação de conforto para os times.

Desde sua inauguração, em 1991, o Circuito de Montmeló (que fica nos arredores de Barcelona) chamou a atenção pela sua seletividade. Embora não se caracterize pelos pontos de ultrapassagem, o traçado tem uma combinação que atrai bastante as equipes: conta com uma parte de alta velocidade (notadamente a reta de largada/chegada), curvas longas que exigem do acerto de suspensão e pressão aerodinâmica (especialmente a sequência que vai da curva 1 a 4) e freadas fortes.

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Por este motivo, se tornou base de testes para a F1, especialmente na pré-temporada. Não podemos esquecer da questão climática: Barcelona ainda permite usar tempo seco e com alguma temperatura menos baixa (embora em 2018 chegamos a ter neve). Sem contar a logística, que permite estar na base dos times em pouco mais de 1 hora de voo de Itália e Inglaterra.

Na década de 80, San Marino fazia o papel de introdução das novidades técnicas por conta da volta à Europa. Por conta dos motivos expostos, Barcelona acabava por tomar o lugar de “porta de entrada” de grandes modificações nos carros da F1 a partir da década de 90.

Assim, as equipes têm milhões e milhões de dados de Barcelona para poder usar no desenvolvimento ao longo do ano. E quando chegar esta etapa, as equipes usam suas alterações mais substanciais justamente por ter justamente a melhor base para referência em relação ao ponto inicial de desenvolvimento dos carros.

Para este ano, a questão acaba se tornando mais crítica. Barcelona foi o primeiro local onde os carros do novo regulamento técnico andaram. E agora pouco mais de 2 meses, as equipes já tiveram indicações de como as coisas evoluíram até aqui, pois uma parte das melhorias usadas até aqui já estavam em planejamento/produção. E em tempos de teto orçamentário e limitação de uso de recursos de desenvolvimento, ter certeza das informações que tem disponíveis tornam a introdução de evoluções mais crítica.

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Lando Norris testando a McLaren em fevereiro em Barcelona
Foto: Pirelli / Divulgação

Um exemplo disso é a Mercedes, que vem sofrendo para achar as respostas para fazer o W13 funcionar. Nos testes de pré-temporada, ela trouxe uma versão do carro com laterais mais “convencionais” e, embora diga que seja mais lento do que a atual, aparentemente não sofria tanto com o porpoising. Com uma série de mudanças, muita gente dá esta etapa como o ponto decisivo de prosseguir com o conceito do W13 ou já focar em 2023.

A Ferrari também trará seu primeiro grande pacote de atualizações para Barcelona, com novas asas, fundo, difusor e laterais. A Red Bull promete trazer mais novidades para o RB18, especialmente a segunda fase do “emagrecimento” iniciado em Imola. Outra que se diz que virá com um carro muito mexido é a Aston Martin. Tanto que se fala em uma versão “B” do AMR22, especialmente com laterais muito diferentes, inspirada na Ferrari.

Para os fãs da área técnica, Barcelona será um prato cheio. Não só pela engenharia, mas também por ser um ótimo referencial para ver o quanto os times evoluíram em relação ao inicio dos trabalhos em fevereiro.

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