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Os cinco motores mais vencedores da F1

Nos mais de 70 anos da categoria, várias empresas fornecerem motores e só 19 venceram. Saiba qual é o top 5

25 jan 2022 07h00
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5 - Honda

A Honda tem uma longa história na F1
A Honda tem uma longa história na F1
Foto: Honda F1 / Twitter

A Honda tem uma história muito rica na categoria, obtendo um total de 89 vitórias. Podemos dizer que os japoneses tiveram muito sucesso, principalmente quando forneceram motores. A montadora se aventurou nos anos 1960 com a equipe própria (história que já foi contada no Parabólica), quando conseguiu apenas 2 vitórias, entre 1964 e 1968. A montadora voltou à categoria em 1983, agora apenas como fornecedora, e três equipes conseguiram vitórias com seus motores: a McLaren com 44 vitórias, Williams com 23 e Lotus com 2. Entre 1993 e 1999, a montadora ficou fora da categoria novamente. Em 2000, começou uma parceria com a equipe BAR. Apesar do vice de construtores e do terceiro lugar de Jenson Button em 2004, a união não teve nenhuma vitória.

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Em 2006, a Honda assumiu o controle da equipe, tornando-se oficial de fábrica. Jenson Button conseguiu a única vitória desse período, no GP da Hungria de 2006, com a fabricante deixando a categoria novamente dois anos depois. Em 2015, a McLaren foi a equipe escolhida para o retorno. Mas a parceria não deu certo, sem conseguir sequer um pódio. Após muitos desacordos, ela acabou sendo desfeita em 2017. Em 2018, a nova parceira foi a Toro Rosso, equipe B da Red Bull, que não estava satisfeita com os motores Renault na época.

Em 2019, o acordo se expandiu para a equipe principal, que naquele ano já conseguiu três vitórias. Em 2020, foram 2 vitórias com a Red Bull e 1 com a AlphaTauri (ex-Toro Rosso). Já em 2021, foram 11 vitórias apenas com a equipe principal. Mas, por decisões estratégicas, os japoneses decidiram sair da categoria e esse ano seu nome não estará nos carros dos taurinos. Entretanto, eles ainda admitem que ainda vão dar apoio à Red Bull e AlphaTauri.

4 - Renault

A Alpine atualmente é a equipe oficial da Renault na F1
Foto: Alpine F1 / Twitter

São 179 vitórias dos franceses. Na verdade, são pioneiros em corridas Grand Prix, que dariam origem a F1 em 1950. 44 anos antes, em 1906, eles venceram o GP da França, o primeiro da história.

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Mas entrar na F1 foi um processo demorado: apenas em 1977 a Renault apareceu com um carro aparentemente convencional, mas explorando as possibilidades do regulamento: um motor turbo V6, de 1,5 litros. Após muitas quebras (o que até levou o carro a ganhar o apelido de “chaleira amarela”), a inovação só deu os primeiros frutos em 1979, com a vitória de Jean-Pierre Jabouille, no GP da França. Depois, vieram mais 14 vitórias até 1983.

Em 1982, a marca francesa assinou com sua primeira equipe cliente, a Lotus, que obteve cinco vitórias com seus motores entre 1985 e 1986, ano em que a montadora saiu da F1 pela primeira vez. Em 1984, começou a fornecer também para a Ligier.

Em 1989, uma parceria começou com a Williams, que acabou se mostrando bem vitoriosa: foram 63 vitórias entre 1989 e 1997. A partir de 1995, a Benetton foi outra equipe que assinou para ter os motores franceses, obtendo 12 vitórias. Mesmo com todo o sucesso nas pistas, a Renault saiu da F1 dentro de uma reorganização motivada pelo processo de privatização da montadora.

Em 2000, a Renault anunciou sua volta à categoria, comprando a Benetton, que, a partir de 2002, se chamaria Renault. A primeira vitória dessa era só veio em 2003, com Fernando Alonso no GP da Hungria. Entre 2004 e 2008, seriam mais 19. A partir de 2007, por influência de Adrian Newey, a Red Bull assinou com os franceses: entre 2009 e 2014, foram 50 vitórias.

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Na verdade, poderiam ser 59. Porém, em 2016, os taurinos se mostraram insatisfeitos com os motores Renault e fecharam uma parceria com a relojoeira Tag Heuer, que pagaria pelos motores a partir de então e colocaria seu nome. Por este motivo, todas as vitórias conquistadas entre 2016 e 2018 acabaram não sendo contabilizadas.

Entre 2012 e 2013, a Renault também obteve 3 vitórias fornecendo motores para a Lotus (2) e Williams (1). Em 2021, aconteceu a última vitória, com Esteban Ocon no GP da Hungria, com a equipe Alpine, time oficial de fábrica, já que a marca faz parte do grupo Renault.

3 - Ford Cosworth

Ford Cosworth DFV instalado em uma Ligier JS11
Foto: Wikimedia Commons

Ford e Cosworth foram por muito tempo duas empresas separadas, mas a união entre as duas acabou fazendo o motor mais importante da história da categoria e ajudou várias equipes garagistas a poderem ter carros competitivos. Essa história na verdade começa com a Lotus nos ano 1965 procurando um novo fornecedor de motores, após sua grande parceira na época, a Coventry Climax, anunciar que não iria continuar na categoria, depois da mudança dos motores de 1.5 litros para 3 litros.

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A Cosworth era uma empresa fundada por dois ex-funcionários da Lotus. O fundador da equipe, Colin Chapman, tinha uma boa relação com eles e fez a proposta para que eles fizessem os motores, mas para isso, precisavam de um investidor. A Ford britânica entrou na jogada e os motores ficaram conhecidos como Ford Cosworth.

Para falar do número de vitórias: foram 176 por 15 equipes. Logo após começar a fornecer em regime de exclusividade motores para a Lotus, por uma imposição da Ford, outras equipes também puderam usar as unidades inglesas. A confiabilidade e facilidade de acesso aos motores eram tão grande que, durante os anos 70, eram raros os casos em que algum time não usava os motores conhecidos como DFV. Com a entrada de montadoras a partir dos anos 80, os motores perderam força, porém a parceria ainda conseguiu vitória até 2003.

As equipes que conquistaram vitórias com os motores Ford Cosworth foram: Lotus (47), McLaren (35), Tyrrell (23), Williams (17), Brabham (15), Benetton (14), Matra (9), Ligier (5), March (3), Wolf (3), Hesketh (1), Jordan (1), Penske (1), Shadow (1) e Stewart (1). 

2 - Mercedes

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A Mercedes vem se mostrando como a grande potência nos últimos anos
Foto: Mercedes F1 / Twitter

A história da montadora alemã começou em 1954, quando a equipe resolveu entrar na F1 com seu carro que contava com injeção direta, algo que na época nenhuma outra equipe tinha. O W196 foi dominante em 1954 e 1955, conquistando nove vitórias. Por conta de uma tragédia nas 24 Horas de Le Mans de 1955, a montadora resolveu se retirar das grandes competições.

Apenas em 1994, a Mercedes volta oficialmente à F1, fornecendo motores a Sauber, uma antiga parceira da época do endurance. Em 1995, mudou para a McLaren, uma parceria que duraria até 2014, com 78 vitórias. Em 2009, a Mercedes começou a fornecer motores para outras duas equipes, foram 8 vitórias com a Brawn GP.

Em 2010, a Mercedes comprou a Brawn GP e fez sua própria equipe. Desde então, são 115 vitórias, 110 delas concentradas no período entre 2014 e 2021, chamado de “era híbrida”, quando os motores Mercedes passaram a dominar. Ainda se tem que contar mais duas vitórias, com Racing Point e McLaren, com vitórias em 2020 e 2021, respectivamente. O total é de 212 vitórias.

1 - Ferrari

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Ferrari é o motor mais vitorioso da F1
Foto: Scuderia Ferrari / Twitter

A equipe mais tradicional da F1 também é a que mais venceu na F1, estando na F1 desde 1950, sendo raras as vezes que não participou de um GP. Neste contexto, já foram 238 vitórias. Foram 239 triunfos com os motores da equipe de Maranello: a vitória faltante é do GP da Itália de 2008, quando Sebastian Vettel obteve sua primeira vitória pela equipe italiana, a Toro Rosso.

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