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Hamilton x Piquet: mais uma vez, o racismo na pista.

A questão da fala de Nelson Piquet mostra a importância de não se calar diante do racismo e da necessidade de lidar com isso.

28 jun 2022 - 10h20
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Mais uma vez, Hamilton entra na discussão sobre a questão racial. É preciso ir além disso
Mais uma vez, Hamilton entra na discussão sobre a questão racial. É preciso ir além disso
Foto: Mercedes AMG F1 / Divulgação

É triste ter que abordar este assunto. Atualmente, a necessidade de se posicionar por tudo no mundo de hoje é algo sufocante. Para tudo tem que se ter e se dar opinião. Mas o caso é complicado e não dá para passar batido.

Esta semana estourou a fala de Nelson Piquet sobre a manobra ano passado de Silverstone entre Verstappen e Hamilton. A entrevista originalmente foi dada ano passado e o corte foi publicado alguns dias atrás. Esta é uma prática usual do canal, que normalmente publica cortes dos podcasts da F1 e outros programas.

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Uma fala polêmica de Nelson Piquet não é nenhuma novidade. Afinal, ele nunca se preocupou em medir palavras e por muitas vezes foi tido como “autêntico”. Tornou-se uma marca registrada e muita gente ia atrás dele justamente porque sabia que dali sairia algo que daria um bom material. E já falou diversas vezes que não se importava sobre o que pensavam de sua pessoa.

O termo utilizado para falar de Hamilton foi extremamente depreciativo. Os defensores poderão dizer que o termo é usado em diversos locais e não é de modo pejorativo. Por exemplo, sou carioca e posso atestar isso. Já o usei muito. Mas parei com isso e tento fazer com vários outros termos. Mas no caso em questão, não dá para dissociar. O contexto é claro e não dá para passar pano.

Para até certo espanto, o assunto saiu da bolha da F1 e foi parar na grande mídia, inclusive lá fora. E desaguou em um raro momento de lucidez de da F1 e FIA em condenar as falas. OK, soa um tanto quanto hipócrita em relação em tantas outras coisas que já aconteceram (inclusive este ano) e acontecem. Mas em se tratando de todo o meio que envolve, a pronta resposta é para ficar de olhos arregalados, ainda mais diante das palavras vindas do Presidente da FIA tempos atrás.

Há por trás o bom-mocismo e os interesses de soar mais integrado? Sim, viva a Relações Públicas. Mas muitas vezes gestos falam mais alto quanto palavras. E a resposta da grande maioria do publico mostra quem está do lado certo.

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Não é uma questão de torcida para A ou B. É uma questão de civilidade e que estoura em nossa cara todo dia. Temos o nosso racismo diário e podemos colocar outros ismos neste balaio. Cabe a cada um de nós fazer um trabalho contínuo de sermos melhores. Não podemos ser hipócritas neste sentido.

Crenças e comportamentos não se mudam do dia para noite. Mas é preciso dar o primeiro passo para a transformação. Não é um processo em linha reta. Há avanços e retrocessos. Mas não para.

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