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Em alta, Russell pontua em 4 das últimas 5 corridas da F1

Após duas temporadas e meia sem fazer pontos pela Williams, George Russell tem sequência de bons resultados em 2021

28 set 2021 00h22
| atualizado às 00h43
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George Russell, da Williams. Por enquanto.
Foto: Williams / Divulgação

George Russell terminou o agitado Grande Prêmio da Rússia em 10º lugar. Para um piloto que largou do 3º posto, o resultado pode não parecer motivo de comemoração. Mas o desempenho marca a quarta vez de Russell na zona de pontuação nas últimas cinco corridas. O feito ganha ainda mais valor por se tratar de um piloto da Williams, a pior equipe dos últimos três anos. 

Dadas as limitações do carro, Russell se mostrou conformado com o resultado na corrida. “Fomos muito fortes”, disse ao site da Fórmula 1 após a prova. “Não acho que poderíamos ter esperado muito mais, para ser honesto. Sabemos o ritmo do carro.” 

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Mesmo tendo perdido posições em relação à largada, o piloto demonstrou consciência quanto às limitações de seu carro, e sabia que um pódio estaria fora do alcance. “Obviamente, sonhamos em conseguir um resultado incrível, mas não era realista. Terminando onde provavelmente merecíamos terminar.” 

Com o ponto somado na Rússia, Russell chega a 16 no campeonato, apenas 2 atrás de Yuki Tsunoda, da AlphaTauri, e mais que o dobro dos dois carros da Alfa Romeo somados. Os resultados favoráveis são uma novidade na carreira do jovem inglês na F1. Apesar do bom desempenho se fazer presente desde o começo da trajetória, ele precisou esperar duas temporadas e meia para conseguir transformar performance em pontos pela Williams. 

A saga dos pontos 
Campeão da Fórmula 2 em 2018, George Russell chegou à Fórmula 1 no ano seguinte pela tradicional - porém decadente - equipe Williams. E, dadas as limitações do carro, ele sempre demonstrou bom desempenho, como evidencia seu impressionante domínio sobre os companheiros de equipe em classificação. Mesmo assim, o primeiro ponto demorou a chegar. 

Em 2019, a Williams conseguiu apenas um pontinho, feito por Robert Kubica no caótico GP da Alemanha. Em 2020, o time não fez nem um ponto sequer. Russell, ao menos, teve a oportunidade de pilotar pela Mercedes por uma corrida para substituir Lewis Hamilton e, com um 9º lugar e a melhor volta, marcou os primeiros 3 pontos de sua carreira – apesar do gosto amargo por saber que poderia ter sido uma vitória. 

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Só em 2021 que o jovem inglês pôde, finalmente, pontuar com a equipe que lhe abriu as portas. Os primeiros pontos vieram com um 8º lugar num conturbado GP da Hungria, apenas a 11ª etapa do ano. Curiosamente, Nicholas Latifi, o outro piloto da Williams e que regularmente anda atrás de Russell, foi o 7º. 

Para uma equipe que vinha de mais de dois anos sem pontuar, o resultado parecia apenas um golpe de sorte. Mas o que se viu depois disso foi uma sequência de corridas favoráveis, e Russell soube capitalizar muito bem as oportunidades. 

Na Bélgica, uma atuação magistral na classificação lhe colocou em 2º no grid. Como a corrida não aconteceu por causa da chuva forte e os resultados da classificação valeram para a corrida, a volta mágica lhe rendeu um inesperado pódio. 

Desde então, à parte um abandono na Holanda, Russell pontuou novamente na Itália, com um 9º lugar e fez novamente uma classificação espetacular em pista molhada, garantindo o 3º lugar no grid na corrida do último fim de semana, na Rússia. Durante a corrida, seu Williams não pôde acompanhar carros mais rápidos e ele terminou em 10º lugar, o que ao menos lhe rendeu mais um ponto. 

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Pedra no sapato de Hamilton? 
No meio da recente sequência positiva, Russell foi anunciado como piloto da Mercedes para 2022, quando correrá ao lado de Lewis Hamilton. Tido como um dos mais promissores pilotos de sua geração e em clara ascensão na carreira, fica a dúvida: será que ele terá condições de brigar com o experiente heptacampeão? 

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