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Startup Frubana se junta a outras latinas e demite 26 funcionários no Brasil

Empresa colombiana de atacado para restaurantes e bares diz que cortes são 'ajuste pontual' no modelo de negócio no País

21 jun 2022 - 07h01
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A startup colombiana Frubana, de atacado de produtos para restaurantes e bares, demitiu 26 funcionários envolvidos com a operação da empresa no Brasil na terça-feira 14 - a companhia confirmou a informação ao Estadão em comunicado nesta segunda, 20. Além dela, outras estrangeiras realizaram cortes nas últimas semanas, como as mexicanas Kavak e Bitso.

Os cortes da Frubana atingiram as áreas de Recursos Humanos e operações — cerca de 2% da startup, que tem 1,8 mil funcionários contratados no Brasil. A companhia aponta que "a decisão faz parte de um ajuste pontual na estratégia de crescimento da marca, que segue investindo fortemente em sua operação no País e tem a ambição de dobrar de tamanho nos próximos 12 meses", afirma em nota à reportagem.

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Quando chegou ao País, em junho de 2021, a startup planejava triplicar o número de funcionários em um ano, saindo das 300 pessoas contratadas para dar o pontapé na operação.

Ex-funcionários demitidos ouvidos pelo Estadão questionam os planos da startup. Eles dizem que a Frubana manteve alto ritmo de contratações, mesmo em meio à desaceleração generalizada no ecossistema de startups do mundo — em maio, por exemplo, foram admitidas 50 novas pessoas à companhia.

Eles dizem também que benefícios foram cortados recentemente, como Gympass (plano de mensalidade de academias), bem como foram revistos os planos para o Brasil no ano de 2022. "A Frubana congelou toda a expansão, como abertura de novos armazens e chegada a mais cidades", diz uma das fontes.

Por outro lado, um dos ex-funcionários afirmou que a startup colombiana não passa por mau momento. Ao contrário, o ritmo de crescimento seria superior a dois dígitos ao mês e teria chegado ao pico de 40% de aumento em março deste ano.

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As demissões em startup são reflexo do aperto financeiro por que passa o setor de investimentos no mundo, assustado com a alta global dos juros e pela pressão causada pela guerra na Ucrânia. Com o dinheiro mais caro para ser investido em empresas de alto risco (como startups), investidores procuram um porto-seguro para aportar dinheiro, como renda fixa, ouro, moedas (como dólar), por exemplo. / COM BRUNA ARIMATHEA

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