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Startup Compra Rápida levanta R$ 4 mi para destravar os 'carrinhos' do e-commerce

Empresa agiliza cadastros de clientes na hora de fechar compras virtuais

12 jan 2022 08h10
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Comprar pela internet exige que o cliente navegue pelo site, escolha o produto e depois realize o cadastro, juntamente com o pagamento. Mas, no meio desse caminho, os lojistas muitas vezes perdem o consumidor. É de olho em evitar esse abandono dos "carrinhos" no e-commerce que a startup Compra Rápida anuncia nesta quarta-feira, 12, o recebimento de um aporte de R$ 4 milhões.

A rodada foi liderada pela firma brasileira de capital de risco Iporanga Ventures, com participação da Verve Capital e de investidores-anjo. A aceleradora americana Y Combinator (YC), considerada a maior do mundo, também participou do cheque - a Compra Rápida foi selecionada para um programa remoto da YC, que teve início neste mês.

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A startup foi criada em 2021 pelos engenheiros Mário Marcoccia e Rafael Gibelli. O crescimento do e-commerce no País soprou a favor do negócio: com a pandemia, o comércio online mais que dobrou no Brasil e chegou a 21,2% das vendas de todo o varejo em junho do ano passado, de acordo com a Fundação Getúlio Vargas (FGV).

A Compra Rápida atua em uma etapa da compra online conhecida como "checkout" - trata-se do momento em que o consumidor precisa finalizar a compra, preenchendo o cadastro e informações de pagamento. A ideia da empresa surgiu dentro da startup LivUp, onde Rafael Gibelli trabalhava justamente para otimizar a etapa de checkout das compras de refeições saudáveis - ao lado do sócio, então, ele resolveu criar um produto externo.

Em integração com os serviços de lojistas, a Compra Rápida oferece um sistema que preenche automaticamente os dados do cliente na hora de fechar compras. Para fazer isso, a plataforma da startup funciona com cadastros únicos para diferentes lojas: depois que o cliente faz uma primeira compra em uma loja, as informações ficam armazenadas para serem usadas em outras lojas cadastradas no sistema da Compra Rápida. O modelo de negócios da empresa funciona com cobranças nas transações.

A startup pega carona em empresas já consolidadas nos Estados Unidos, como a Bolt Financial, fundada em 2014, que atingiu avaliação de mercado de US$ 6 bilhões em outubro do ano passado - a empresa também aposta no "checkout universal" para colocar diferentes sites de e-commerce no mesmo nível de velocidade da Amazon.

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Com os novos recursos, o plano é investir em tecnologia e produto. "O indispensável para a gente é estar em um grande número de varejistas. Quanto mais pessoas cadastradas, maior a utilidade da plataforma", afirma Marcoccia em entrevista ao Estadão.

A empresa não revela quantos lojistas atende atualmente, mas diz que os segmentos incluem vestuário, cosméticos, artigos para o lar e bem-estar. Segundo Marcoccia, a Compra Rápida tem hoje "dezenas de milhares de clientes cadastrados" no Brasil e tem como plano de longo prazo expandir pela América Latina.

"Exemplos americanos como a Bolt mostram o quão grande esse mercado pode ficar. O tamanho do e-commerce por aqui é expressivo e é uma alternativa que se firmou mesmo com a retomada do varejo físico", diz Leonardo Teixeira , sócio da Iporanga Ventures.

Como a Compra Rápida atua armazenando dados de consumidores, levantam-se preocupações sobre o tratamento das informações e a segurança dos usuários. Questionado pelo Estadão, o fundador da startup afirma que todos os dados são criptografados, incluindo as informações de cartão de crédito, e que as práticas seguem as regras da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

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