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Delivery de drogas no RJ aceitava criptomoedas e usava WhatsApp para vendas

No Instagram, empreendedor; na realidade, empresário era mandante de um esquema de quadrilha que vendia drogas por delivery e aceitava receber em criptomoedas

20 set 2021 18h29
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A Polícia Civil do Rio de Janeiro prendeu na sexta-feira (17) o mandante de uma quadrilha de vendas que operava um delivery de drogas no WhatsApp. Para fugir dos órgãos de fiscalização, o chefe da quadrilha, Alluan Araújo, conhecido como Alfafa, aceitava pagamentos em criptomoedas por uma conta comercial do mensageiro.

Policia Civil do Rio de Janeiro prendeu 14 suspeitos de integrarem a quadrilha
Foto: Marcelo Camargo/ Agência Brasil / Tecnoblog

Quadrilha usava WhatsApp e aceitava criptomoedas

Alfafa foi preso em Laranjeiras, zona Sul do Rio de Janeiro (RJ), durante a Operação Batutinha, da Polícia Civil. Ele é apontado como mandante da Alfafa Batutinha Best Quality Drugs, conta comercial usada no WhatsApp para vender drogas, como já indica o próprio nome.

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Para driblar a fiscalização, a conta aceitava pagamentos com criptomoedas, e tirava vantagem de um sistema de encomendas, com "logística similar à utilizada pelos modernos aplicativos de delivery", segundo as investigações.

O uso de criptomoedas por organizações criminosas tem desvantagens: dependendo do ativo, ele pode ser rastreado pelo blockchain, uma espécie de lastro digital que aponta o destinatário das transferências.

A Polícia Civil afirma que a quadrilha contava com 10 fornecedores, além de segurança, estoquista, vendedores e entregadores. Os integrantes que faziam o delivery circulavam pela zona Sul do Rio disfarçados de motoristas de aplicativo, para evitar suspeitas.

Quando alguém mandava uma mensagem para a conta da Alfafa Batutinha no WhatsApp, uma mensagem explicava que os valores da compra de entorpecentes deveriam ser acertados com o Alfafa e não com o entregador. Logo depois, outra mensagem mostrava um cardápio contendo vários tipos de maconha, cocaína e drogas sintéticas.

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Alfafa chegou a ser preso em abril, no Leblon, quando a polícia apreendeu quase 1,5 kg de maconha em sua posse, no momento em que fazia uma entrega. Ele foi solto para responder o processo em liberdade.

Suspeito se passava por "empreendedor" no Instagram

No Instagram, o suspeito fazia sucesso e se passava como empreendedor. Ele tem 11 mil seguidores na rede social, mas os investigadores afirmam ao G1 que Alfafa era mandante de "uma arrojada rede de tráfico de drogas que utiliza aplicativo de mensagens como meio de comunicação rápido, seguro e eficaz para a prática criminosa".

Perfil de Alluan Araújo no Instagram tem 11 mil seguidores
Foto: Reprodução / Tecnoblog

Após a primeira prisão de Alfafa, a polícia decidiu investigar os conteúdos de seu celular. Ela conseguiu descobrir a rede de contatos e os planos do suspeito de tráfico. Um deles era começar a exportar drogas para fora do Brasil — Alfafa estava à procura de contatos no porto do Rio de Janeiro. "É dinheiro bom que podemos fazer, dólar, euro", disse ele em uma conversa.

A 19ª Vara Criminal foi responsável por emitir os mandados de prisão da Operação Batutinha.

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"Essa organização criminosa criou um domínio em bairros nobres da cidade", ressalta o delegado Gustavo Rodrigues, ao G1. "Eles contavam com ex-agentes policiais, que tinham sido expulsos, e portavam fuzis. O bando disputava a venda de drogas até com sequestro de rivais", continuou.

A investigação foi conduzida pela Delegacia de Armas, Munições e Explosivos (Desarme) e pelo Grupo de Atuação Especializado em Combate à Corrupção (GAECO/RJ) da Polícia Civil, em parceria com o MPRJ (Ministério Público do Rio de Janeiro). Graças ao MPRJ, foram identificados 18 suspeitos na investigação, que já são réus pelo crime de associação do com tráfico de drogas.

Com informações: G1

Delivery de drogas no RJ aceitava criptomoedas e usava WhatsApp para vendas

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