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Compra do Giphy pelo Facebook deverá ser revertida por regulador britânico

Seria a primeira vez que um negócio de uma gigante da tecnologia seria desfeito na Europa

30 nov 2021 11h22
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O Reino Unido deve proibir a aquisição do Giphy, uma das mais populares plataformas de GIFs na internet, Facebook nos próximos dias, reportou o jornal Financial Times. Revelada em maio de 2020, o negócio girou em torno de US$ 400 milhões e tinha como objetivo integrar o serviço ao Instagram.

A Autoridade de Mercados e Competição, órgão regulador do país, deve reverter o negócio, naquela que deve ser a primeira vez que a autoridade interfere em um negócio de uma grande empresa de tecnologia, dizem pessoas familiarizadas com o assunto. O regulador havia multado o Facebook em 50,5 milhões de libras (US$ 67,35 milhões) por violar uma ordem imposta durante a análise da compra da Giphy.

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O Facebook não respondeu aos pedidos de comentário sobre o assunto.

Quando anunciou o negócio, o Facebook afirmou que 50% do tráfego do Giphy tinha origem nos apps e serviços da empresa. A ideia seria turbinar a capacidade e os recursos desses apps. "Juntos, poderemos deixar mais fácil criar e compartilhar o trabalho dos usuários com o mundo".

O movimento foi feito em um momento de crescimento do TikTok, o app chinês de ferramentas espertas e vídeos divertidos. Sem poder comprar o rival, como já com o Instagram e o WhatsApp, ou atingir sucesso com serviços muito similares, o Facebook resolveu apostar nos recursos de outras plataformas populares. A rede social já tinha tentando o negócio com o Giphy em 2015.

A decisão do regulador britânico, porém, reflete a mudança de clima para as gigantes da tecnologia na Europa. Por lá, nomes como Facebook, Amazon e Google estão na mira das autoridades por práticas anticompetitivas e por supostas posições de monopólio. A ideia é que movimentos que permitiram a compra de Instagram e WhatsApp pela empresa de MArk Zuckerberg sejam evitados. /COM REUTERS

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