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Agência dos EUA ameaça bloquear compra da Arm pela Nvidia

3 dez 2021 12h36
| atualizado às 14h21
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A Comissão Federal de Comércio dos EUA (FTC) ameaçou bloquear a aquisição da projetista britânica de chips Arm pela Nvidia, por mais de 80 bilhões de dólares, ampliando os já significativos desafios regulatórios globais do negócio.

Sede da Nvidia, em Santa Clara. na Califórnia (EUA) 11/02/2015 REUTERS/Robert Galbraith
Foto: Reuters

O FTC disse que o acordo proposto dará a uma das maiores empresas de chips, o controle sobre a tecnologia de computação e designs dos quais os concorrentes dependem para desenvolver seus próprios componentes.

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Composto por dois republicanos e dois democratas, a agência votou por 4 a 0 para aprovar posição contrária à fusão. A FTC alegou que "a fusão dará à Nvidia a capacidade e incentivo para usar seu controle dessa tecnologia para minar seus concorrentes, reduzindo a concorrência e, em última análise, resultando em qualidade reduzida do produto, baixa inovação, preços mais altos e menor escolha, prejudicando milhões de norte-americanos que se beneficiam de produtos da Arm".

A FTC acrescentou que a empresa combinada "terá os meios e incentivos para sufocar tecnologias inovadoras da próxima geração, incluindo aquelas usadas para operar datacenters e sistemas de assistência ao motorista em carros".

A Nvidia terá que pagar uma multa de 1,25 bilhão de dólares se o negócio não for fechado.

Antes da oferta da Nvidia, o Softbank planejava fazer uma oferta pública inicial (IPO) da Arm. Apesar da receita da empresa tem mostrado crescimento rápido, avançando 56,3%, para 1,46 bilhão de dólares nos seis meses encerrados em 30 de setembro, não está claro se a Arm, em um IPO, alcançaria algo próximo aos 80 bilhões de dólares em valor oferecido pela Nvidia.

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Algumas empresas de semicondutores, como MediaTek e Broadcom, manifestaram apoio ao negócio. Mas outras empresas como a Qualcomm se opuseram.

A Nvidia disse que "trabalhará para demonstrar que a transação beneficiará a indústria e promoverá a concorrência". A Arm não quis comentar e a Qualcomm não respondeu a um pedido de comentário.

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