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Vítima de padre pedófilo na Alemanha denuncia Bento XVI

Segundo ação, o papa emérito sabia dos crimes de Peter Hullerman

22 jun 2022 - 10h24
(atualizado às 10h45)
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Uma vítima de abusos sexuais na Igreja Católica da Alemanha denunciou o papa emérito Bento XVI por acobertamento de um padre pedófilo.

Joseph Ratzinger durante celebração no Vaticano, em junho de 2016
Joseph Ratzinger durante celebração no Vaticano, em junho de 2016
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

O caso chega cinco meses depois da divulgação de um relatório que aponta pelo menos 497 vítimas de violência sexual na Arquidiocese de Munique e Freising entre 1945 e 2019, englobando inclusive o período de Joseph Ratzinger como arcebispo (1977-1982).

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A denúncia foi feita por uma vítima anônima do padre Peter Hullerman, transferido de Essen para Munique em 1980, após ter sido acusado de violentar um garoto de 11 anos. Segundo a ação, Ratzinger tinha "conhecimento da situação e no mínimo não levou em consideração que esse sacerdote pudesse repetir seus crimes".

Depois de ter sido transferido para a Arquidiocese de Munique, então chefiada pelo futuro pontífice, Hullerman manteve suas funções pastorais e continuou cometendo abusos contra menores de idade. Ele só seria condenado em 1986, porém com pena suspensa.

O relatório independente divulgado em janeiro aponta "comportamentos errôneos" de Bento XVI em pelo menos quatro casos, incluindo o de Hullerman, e diz que não foi possível identificar um eventual interesse de Ratzinger pelas vítimas.

O documento contém uma declaração por escrito em que o papa emérito nega que soubesse do histórico de crimes de Hullerman. No entanto, após a repercussão negativa do relatório, Bento XVI retificou seu pronunciamento e admitiu ter participado de uma reunião em janeiro de 1980 para discutir o caso do padre pedófilo.

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