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Ucrânia lamenta veto da Hungria ao embargo do petróleo russo

16 mai 2022 20h04
| atualizado às 20h34
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O ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Dmitro Kuleba, lamentou nesta segunda-feira (16) a resistência do governo húngaro para aprovar o embargo gradual ao petróleo russo no sexto pacote de sanções da União Europeia.

Ucrânia lamenta veto da Hungria ao embargo do petróleo russo
Ucrânia lamenta veto da Hungria ao embargo do petróleo russo
Foto: EPA / Ansa - Brasil

"Não posso acreditar que o sexto pacote de sanções seja aprovado sem o embargo ao petróleo, a questão agora é quando será aprovado", lamentou o chanceler ucraniano.

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A declaração foi dada após os ministros das Relações Exteriores da UE se reuniram em Bruxelas para tentar convencer a Hungria a aceitar o bloqueio.

Segundo Kuleba, a Ucrânia está "desapontada", porque o novo pacote de sanções à Rússia "tem que incluir o embargo ao petróleo", "mas cabe à União Europeia lidar com as autoridades húngaras".

Antes do encontro, Kuleba havia publicado em sua conta no Twitter que começou sua visita a Bruxelas para pressionar pelo sexto pacote de sanções da UE contra a Rússia, além de se "concentrar em fornecer outras armas e conceder à Ucrânia o status de candidata à UE".

"Acreditamos que a Ucrânia merece uma avaliação individual e baseada no mérito", acrescentou.

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O Alto Representante para a Política Externa da UE, Josep Borrell, por sua vez, afirmou que "infelizmente" o bloco não conseguiu "chegar a um acordo sobre o embargo do petróleo russo".

De acordo com as estimativas da Comissão Europeia, o crescimento econômico está desacelerando significativamente e as sanções estão se tornando uma questão cada vez "mais explosiva", principalmente em relação ao gás e ao petróleo.

A UE chegou a oferecer à Hungria, República Tcheca e Eslováquia um período adicional de um ano para reduzir gradualmente as importações do petróleo russo, mas para o governo húngaro o prazo é insuficiente.

A oposição da Hungria deve-se principalmente ao fato de ser totalmente dependente do petróleo de Moscou e não ter acesso ao mar, circunstância que a impede de compensar com os navios os abastecimentos.

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O impasse, no entanto, não foi superado em nenhuma das últimas reuniões do bloco e deve voltar à mesa durante o conselho extraordinário de Energia, agendado para o próximo dia 30 de maio.

Para o chanceler húngaro, Peter Szijjarto, o custo para compensar suas perdas seria entre "15 e 18 bilhões de euros". "Se quiser aprovar o embargo, o petróleo bruto deve ser isento via gasoduto", afirmou.

O ministro das Relações Exteriores da Itália, Luigi Di Maio, disse estar desiludido com a situação, mas garantiu que "a Itália não veta o sexto pacote de sanções, que deve ser aprovado o mais rápido possível".

"É claro que a UE deve trilhar um caminho de reforma para superar o princípio da unanimidade, que a proíbe de adotar rapidamente algumas decisões", acrescentou o ministro italiano.

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Já segundo o primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbàn, seu país "não bloqueará as sanções da UE desde que não representem um risco para a nossa segurança energética".

  
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