O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, garantiu neste domingo (24) que as negociações para um acordo com o Irã estão "progredindo de forma ordenada e construtiva".
"Instruí meus representantes a não apressarem um acordo, pois o tempo está a nosso favor", afirmou o republicano no Truth.
Trump também disse que o bloqueio americano aos portos iranianos continuarão até que um tratado "seja alcançado, certificado e assinado".
"Ambos os lados devem dedicar o tempo necessário para que tudo seja feito corretamente", observou o líder de Washington.
No entanto, Trump voltou a reforçar que não abrirá mão do termo que proíbe Teerã de enriquecer urânio para fins nucleares.
"O Irã precisa entender que não pode desenvolver ou adquirir uma arma ou bomba nuclear", frisou o chefe de Estado americano, agradecendo "a todos os países do Oriente Médio pelo apoio e cooperação, que serão ainda mais ampliados e fortalecidos com a entrada deles nos históricos Acordos de Abraão", uma série de tratados mediados pelos EUA para normalizar a diplomacia na região.
"Quem sabe, talvez até a República Islâmica do Irã queira aderir", provocou Trump.
No sábado (23), o presidente americano havia dito que um acordo com Teerã deveria ser anunciado até hoje. Porém, fontes americanas disseram à Bloomberg que isto não deverá ocorrer, já que o lado iraniano "é muito lento e sem foco".
Segundo os funcionários dos EUA, as partes ainda estão negociando questões-chave, como a reabertura do Estreito de Ormuz, podendo levar alguns dias até que ambos os lados deem sua aprovação final.
Sobre isso, a proposta americana é que o Irã abra o Estreito em troca do levantamento do bloqueio de Washington a seus portos. Além disso, o governo Trump não aceitará a cobrança de pedágios em Ormuz, ao mesmo tempo que não pretende descongelar os ativos iranianos.
De acordo com a Marinha das Guardas Revolucionárias de Teerã, citada pela Al Jazeera, em 24 horas, ao menos 33 navios cargueiros atravessaram o Estreito de Ormuz. A força iraniana destacou estar "realizando patrulhas intensivas" no local "em decorrência da grave insegurança criada pela agressão militar dos EUA na região".
Caso um acordo preliminar entre Washington e Teerã ocorra nos próximos dias, o qual deverá ser chamado de "Declaração de Islamabad", devido à mediação do Paquistão, a Al Arabiya afirma que uma nova rodada de negociações entre as partes deverá ocorrer em 5 de junho. .