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Rússia diz que vacina Sputnik deve funcionar contra ômicron

29 nov 2021 12h48
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A Rússia disse nesta segunda-feira que estará pronta para fornecer vacinas de reforço para proteção contra a variante ômicron do coronavírus, se necessário, e o Kremlin disse que a reação do mercado financeiro à nova cepa foi emocional e não baseada em dados científicos.

Frascos com adesivo "Vacina Sputnik V", em foto de ilustração 12/03/2021 REUTERS/Dado Ruvic/Illustration
Foto: Reuters

A variante ômicron, altamente mutada, levou investidores a se protegerem na sexta-feira, e a Organização Mundial da Saúde (OMS) disse que é provável que a cepa se espalhe internacionalmente, representando um risco muito alto de surtos de infecção que podem ter consequências severas em alguns lugares.

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A Rússia foi rápida em desenvolver sua vacina de duas doses, a Sputnik V, no ano passado e também implementou a vacina Sputnik Light, de uma dose, ambas as quais afirmam ter demonstrado alta eficácia em testes, mas ainda aguardam aprovação da OMS.

Além disso, as fabricantes disseram à Reuters que tiveram dificuldades para produzir a segunda dose da vacina, o que prejudicou os esforços para aumentar a produção doméstica.

Mas a Rússia disse nesta segunda-feira que sua vacina, desenvolvida pelo Instituto Gamaleya, provavelmente funcionará contra a ômicron e que, caso não funcione, estará pronta para produzir centenas de milhões de doses de reforço.

"O Instituto Gamaleya acredita que a Sputnik V e a Light neutralizarão a ômicron, pois têm maior eficácia em relação a outras mutações", disse Kirill Dmitriev, chefe do Fundo Russo de Investimentos Diretos (RDIF) que comercializa a vacina no exterior, por meio da conta oficial da Sputnik V no Twitter.

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"No caso improvável de uma modificação ser necessária, forneceremos várias centenas de milhões de reforços da Sputnik (contra a) ômicron até 20 de fevereiro de 2022", disse Dmitriev.

Anteriormente, o Kremlin disse que mais dados eram necessários antes que fossem tiradas conclusões sobre a nova variante.

"Vemos que a reação nos mercados é emocional, não é baseada em evidências científicas, porque ainda não há nenhuma", disse o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, a repórteres. "O mundo inteiro está tentando descobrir o quão perigosa é (a variante)."

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