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Rússia ataca Sloviansk e tenta controlar todo o Donbass

5 jul 2022 - 16h53
(atualizado em 6/7/2022 às 05h10)
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Prefeito pede que civis evacuem a cidade do leste da Ucrânia, novo alvo das tropas russas, o mais rapidamente possível. Ataque deixam pelo menos dois mortos e sete feridos.As autoridades de Sloviansk, no leste da Ucrânia, apelaram nesta terça-feira (05/07) aos civis que abandonem rapidamente a cidade, após duas mortes na ofensiva russa para a conquista total do Donbass. No domingo, seis já haviam sido mortas e 15 feridas em outro ataque russo.

Morador de 71 anos de Soviansk observa a casa de seus parentes destruída  em ataque russo
Morador de 71 anos de Soviansk observa a casa de seus parentes destruída em ataque russo
Foto: DW / Deutsche Welle

"É importante retirar o maior número possível de cidadãos", pediu o prefeito, Vadim Liach.

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De acordo com ele, Sloviansk está sob fogo pesado do exército russo há dias. "Bombardeio maciço da cidade. No centro, no norte. Todos nos abrigos antiaéreos", escreveu no Facebook.

Liach acusou a Rússia de usar munições de fragmentação nos ataques à cidade - o que é proibido por tratados internacionais de que Moscou não é signatário.

Segundo Pavlo Kyrylenko, governador da região de Donetsk, onde Sloviansk se localiza, houve sete feridos num ataque russo ao mercado central da cidade: "Mais uma vez, os russos estão visando intencionalmente os locais onde os civis se reúnem. Isto é terrorismo puro e simples."

Novo alvo russo

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Após a queda de Lysychansk no domingo, na região vizinha de Lugansk, as forças russas avançaram para oeste e dirigiram-se para Sloviansk, que tinha cerca de 100 mil habitantes antes da guerra.

Kramatorsk, centro administrativo regional ainda sob controle ucraniano, também está no caminho da ofensiva russa para assumir todo o Donbass. As duas cidades se situam na região de Donetsk.

A Rússia anunciou que suas forças assumiram o controle de Lugansk com a conquista das cidades de Sievierodonetsk e Lysychansk. Ao celebrar a vitória, o presidente russo, Vladimir Putin, ordenou ao ministro da Defesa, Sergei Shoigu, que as forças armadas prosseguissem com a ofensiva em Donetsk.

Resistência da Ucrânia

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Enquanto isso, o exército ucraniano afirma ter evitado vários avanços das tropas russas. Unidades invasoras foram expulsas de volta ao norte de Sloviansk, perto de Dolyna, informou o Estado-Maior em Kiev.

Além disso, a usina termelétrica de Wuhlehirsk segue sendo contestada. Um ataque russo ao sul, em Nowoluhanske, foi repelido. Ataques na fronteira com a região perdida de Lugansk, perto de Bilohorivka e Verkhnyokamyanske, também foram rechaçados.

Um pouco mais ao sul, no entanto, unidades russas perto de Spirne continuaram avançando em direção da cidade de Siversk. Além disso, o Estado-Maior Geral relatou intenso bombardeio de artilharia em grandes partes das regiões de Kharkiv, Donetsk, Zaporizhia, Kherson e Mykolaiv. Pela primeira vez em quase uma semana, houve um alerta aéreo em todo o país, incluindo a capital Kiev.

Pouco progresso em Donetsk

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Em entrevista à DW, a analista de política externa e segurança Domitilla Sagramoso disse que, apesar desses desdobramentos, a Rússia fez progressos limitados em Donetsk. Ela também destacou os esforços defensivos das forças ucranianas.

"Quase não houve avanços das forças russas no resto do Oblast de Donetsk. Até agora [os ucranianos] têm sido muito bons em deter qualquer ataque russo. Eles têm posições defensivas muito boas, então pode-se esperar que, por algum tempo, essas regiões não caiam."

Sagromoso também destacou a capacidade da Ucrânia de realizar "ataques e retirada" a alvos russos: "Também é importante notar o quanto os ucranianos estão atacando atrás das linhas. Houve ataques a depósitos de munição, infraestrutura e aeroportos nas áreas de Melitopol, Kharkivst e Donetsk."

le/av (Lusa, DW, ots)

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