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Pequim isola 1,7 milhão de pessoas e detecta variante britânica

China usa tática de isolar distritos para evitar disseminação

20 jan 2021 10h20 - atualizado às 10h35
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A cidade de Pequim voltou a colocar cerca de 1,7 milhão de habitantes do distrito de Daxing, ao sul da capital, em lockdown por conta da disseminação do coronavírus (Sars-CoV-2), informou o porta-voz da Prefeitura, Xu Hejian, nesta quarta-feira (20).

Quem chegar a Pequim pelo aeroporto internacional de Daxing também terá que enfrentar novas regras sanitárias
Foto: AFP / Ansa - Brasil

"Os casos detectados em Daxing lançam o alerta de que a situação epidêmica é dura e complexa. Não podemos diminuir a prevenção dos casos importados e na retomada dos domésticos", acrescentou Xu.

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A situação é ainda mais complicada em cinco complexos de apartamentos do distrito, onde os moradores foram impedidos de sair de casa a partir de hoje. Os estudantes também deverão permanecer em suas residências.

Nesse residencial, conforme as autoridades, também foram detectados casos da variante britânica do Sars-CoV-2, considerado mais transmissível. Esse foi o motivo do isolamento extremo aplicado no local.

Também foram fechados locais públicos, incluindo prédios de escritórios, hotéis, restaurantes, fábricas e supermercados. O governo anunciou que todos os moradores serão submetidos a testes para detectar o coronavírus Sars-CoV-2.

Além de isolar o distrito, Pequim também estendeu para 28 dias o período de restrições para quem chega do exterior, sendo que 14 dias precisam ser cumpridos em isolamento nos centros do governo e outros sete em isolamento domiciliar. Nos últimos sete dias, o governo pede que a pessoa não participe de qualquer tipo de reunião pública.

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A tática de isolar distritos vem sendo aplicada em diversos distritos da capital e de outras cidades chinesas, como uma opção para não colocar cidades inteiras em lockdown.

Recentemente, a mesma estratégia foi adotada no distrito de Shunyi, também em Pequim, e em três cidades da província de Hebei.

Outra grande preocupação é que os chineses celebram seu Ano Novo no dia 12 de fevereiro, em um feriado que provoca a maior migração temporária do mundo na semana que antecede o evento. O governo pede que os cidadãos evitem deslocamentos neste ano por conta da pandemia.

A China vem enfrentando uma alta de casos entre os meses de dezembro e janeiro, em níveis que lembram o início da pandemia em 2020. Em Pequim, foram 15 novos contágios no período e no país já há mais de mil casos desde o início de janeiro. .
 

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