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Itália negocia distribuição de migrantes com Alemanha e França

ONG Médicos Sem Fronteiras anunciou retorno de missões de resgate

13 mai 2021 20h35
| atualizado às 21h26
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O primeiro-ministro da Itália, Mario Draghi, afirmou que está negociando com os governos da Alemanha e da França um mecanismo temporário que permitirá a realocação de migrantes que chegam no país.

ONG Médicos Sem Fronteiras anunciou retorno de missões de resgate
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

Segundo o premiê italiano, a iniciativa tem como objetivo "revitalizar" o acordo feito em 2019 entre Itália, Malta, Alemanha e França, que previa a distribuição dos requerentes de asilo que vieram do norte da África pelo Mediterrâneo, em vigor até fevereiro de 2020, no início da pandemia de Covid-19.

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"O objetivo é ativar um mecanismo de emergência temporário para a relocação de imigrantes resgatados no mar com base nos princípios de solidariedade do Acordo de Malta", disse Draghi ao responder um questionamento da Liga, partido ultranacionalista liderado por Matteo Salvini, na quarta-feira (12).

O premiê italiano fez referência à chegada de cerca de dois mil imigrantes à ilha de Lampedusa, no sul da Itália, no que foi considerado o maior pico de desembarques até agora desde o início do ano.

Draghi ainda explicou que "insistiu" para que o seu homólogo líbio, Abdelhamid Dbeibah, percebesse a "necessidade" de garantir a segurança e estabilizar o país. Além disso, defendeu uma política migratória "equilibrada, eficaz e humana" e garantiu que "a prioridade" no curto prazo é "conter a pressão migratória" durante o verão europeu.

O período é quando é registrado normalmente um fluxo mais intenso em decorrência das boas condições climáticas.

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Durante reunião, a ministra do Interior da Itália, Luciana Lamorgese, também pediu à União Europeia (UE) "mecanismos concretos e sólidos de solidariedade" para relocar os imigrantes que recebe para outros países do continente.

Conforme dados do Ministério do Interior, a Itália já recebeu quase 13 mil pessoas - mais de três vezes o valor registrado no mesmo período em 2020, quando foram 4.184 migrantes. A maior parte dos estrangeiros vem da Tunísia, Costa do Marfim e Bangladesh.

MSF -

Hoje, a ONG Médicos Sem Fronteiras (MSF) anunciou a retomada de suas atividades de busca e resgate no Mediterrâneo Central com seu próprio navio, o Geo Barents, para ajudar "as pessoas que continuam morrendo no mar, enquanto os europeus os governos continuam indiferentes".

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"No Mediterrâneo central continuam morrendo pessoas incessantemente, somos obrigados a voltar ao mar para continuar fazendo nossa parte e ajudar a deter essas tragédias evitáveis", disse a presidente do MSF na Itália, Claudia Lodesani.

  
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