Equador confirma cidadania a Julian Assange

Notícia foi revelada ontem (10) pelo jornal local "El Universo"

11 jan 2018 - 14h38
(atualizado às 15h37)

O governo do Equador confirmou nesta quinta-feira (11) que concedeu a nacionalidade ao fundador do site Wikileaks, Julian Assange. A informação já havia sido divulgada ontem (10) pelo jornal local "El Universo". 

De acordo com a publicação, o australiano tem uma cédula equatoriana com um "código correspondente à província de Pichincha" e recebeu um passaporte do país no dia 21 de dezembro do ano passado.

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    Como prova, o jornal afirma que constatou no site governamental da agência fiscal "Servicio de Rentas Internas" que o número 1729926483 refere-se ao "cidadão Julian Paul Assange".

    Assange mora na Embaixada do Equador em Londres há mais de cinco anos e é protegido pelas autoridades do país para não ser preso por denúncias de estupros feitas por duas mulheres na Suécia. As acusações foram arquivadas, mas o medo do australiano é ser preso assim que deixar a sede da embaixada.

    O temor do fundador do Wikileaks, que revelou milhares de documentos secretos dos Estados Unidos, é que a acusação seja uma "desculpa" para extraditá-lo para os EUA, onde responderia por vazar os dados sigilosos.

    Ontem mesmo, antes da revelação do jornal, a chanceler do país, Maria Fernanda Espinosa, afirmou em coletiva de imprensa que a situação de Assange é "insustentável" do ponto de vista humano e que está planejando uma "mediação" para encontrar uma solução.

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    De acordo com ela, o mediador pode ser "tanto um terceiro país como uma personalidade". Quito deseja que o Reino Unido dê um "salvo-conduto" para que Assange possa sair da nação sem ser preso.

    GB rejeita 'status diplomático' A Grã-Bretanha rejeitou reconhecer o "status diplomático" de Julian Assange, que teria sido oferecido pelo Equador, informou um porta-voz do Foreign Office. De acordo com o representante, o país sul-americano havia feito a proposta para resolver o caso do australiano, que desde 2012 mora na Embaixada do país. Para Londres, ele só poderá sair do local "se decidir enfrentar a lei".

  
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