Astrônomos detectam sinais de rádio misteriosos vindos do espaço

Em um artigo publicado pela revista 'Nature', cientistas buscam entender fenômeno

9 jun 2024 - 10h34
(atualizado às 23h55)
Espaçonave Euclides captura as maiores fotos do Universo já tiradas do espaço
Espaçonave Euclides captura as maiores fotos do Universo já tiradas do espaço
Foto: ESA/Euclid/Euclid Consortium/NASA, processamento de imagem por J.-C. Cuillandre (CEA Paris-Saclay), G. Anselmi

Uma fonte misteriosa tem emitido pulsos de rádio com diferentes níveis de brilho, segundo um artigo publicado na revista Nature. De acordo com os pesquisadores, o sinal pode ser de uma estrela de nêutrons, embora não descartem outras possibilidades.

"Acreditamos que a maioria dos sinais transientes de rádio vem de estrelas de nêutrons em rotação conhecidas como pulsares, que emitem flashes regulares de ondas de rádio, como faróis cósmicos. Normalmente, essas estrelas de nêutrons giram em velocidades incríveis, levando apenas alguns segundos ou até mesmo uma fração de segundo para completar cada rotação", diz o pesquisador Emil Lenc. 

Publicidade

O pesquisador explica que, além de ter um ciclo de quase uma hora de duração (o mais longo já observado), o sinal também emitia flashes longos e brilhantes, pulsos rápidos e fracos, e, às vezes, nada durante várias observações.

"Não conseguimos explicar o que está acontecendo aqui. O mais provável é que seja uma estrela de nêutrons muito incomum, mas não podemos descartar outras possibilidades", completa. 

O astrônomo diz que o sinal chamou a atenção devido às suas ondas de rádio "circularmente polarizadas", o que significa que a direção das ondas gira como em torno de um saca-rolhas à medida que o sinal viaja pelo espaço - algo considerado incomum no campo da astronomia.

"A origem de um sinal com um período tão longo permanece um profundo mistério, sendo uma estrela de nêutrons de rotação lenta a principal suspeita. No entanto, não podemos descartar a possibilidade de o objeto ser uma anã branca - as “cinzas” do tamanho da Terra de uma estrela como o Sol que esgotou seu combustível nuclear", ressalta. 

Publicidade
Fonte: Redação Terra
Curtiu? Fique por dentro das principais notícias através do nosso ZAP
Inscreva-se