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Queiroga assina 'carta de compromisso' para criar unidade da Oxford no Brasil, mas não detalha plano

Anúncio foi feito da Inglaterra, com representantes da instituição, mas data de inauguração, local e programação ainda não foram divulgados

27 out 2021 15h10
| atualizado às 19h27
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O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, assinou nesta quarta-feira, 27, uma "carta de intenção" para a criação de uma unidade de pesquisa e educação em parceria com a Universidade de Oxford no Brasil. Detalhes como o local de instalação ou a data prevista para a sua inauguração ainda não foram divulgados.

Durante o evento no Museu de História Natural da instituição, na Inglaterra, Queiroga disse ainda que a iniciativa tem como objetivo o "fortalecimento dos sistemas de saúde de acesso global". "A pandemia nos ensinou muito, mas sobretudo ensinou que é através da ciência de qualidade", afirmou.

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O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, ao lado vice-reitora da Universidade de Oxford, Louise Richardson, e do professor Sir Andrew Pollard, responsável pelo centro de pesquisa de imunobiológicos da instituição
Foto: Divulgação / Estadão

"Esse termo de compromisso é um aceno para o futuro, para a formação de pesquisadores de altíssimo nível e que poderão, sim, construir um sistema de saúde mais eficiente, mais sólido, e com capacidade de atender o Brasil com uma qualidade cada vez melhor", declarou o ministro, sem detalhar como a unidade da instituição funcionará no País.

Louise Richardson, vice-reitora da Universidade de Oxford, também afirmou que a cooperação com o Brasil visa a "garantir que nenhum lugar seja tomado de surpresa por uma nova pandemia, que não respeita fronteiras".

Dose de reforço

Durante o evento, Queiroga também comentou o estudo encomendado pelo ministério à Universidade de Oxford sobre a aplicação da dose de reforço no País. Apesar de ainda não ter publicado os resultados completos, ele afirmou que a pesquisa analisou a duração dos anticorpos gerais e neutralizantes em quem tomou as quatro vacinas disponíveis no Brasil (Coronavac, AstraZeneca, Pfizer e Jansen) seis meses após completarem o esquema vacinal.

Sem apresentar detalhes do estudo, a equipe apenas afirmou que há um declínio de todos os anticorpos seis meses após a aplicação da segunda dose e que as vacinas de plataforma heteróloga (Pfizer, Jansen e AstraZeneca) teriam causado uma "resposta significativamente mais robusta" com a aplicação da terceira dose. Queiroga disse que, após a publicação dos dados completos, "será possível fazer uma programação mais ampliada" do PNI para o próximo ano.

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Nos meses anteriores, o ministro tem protagonizado um embate com o governo de São Paulo após ter afirmado que não pretende indicar a Coronavac para ser usada como dose de reforço no PNI. Ele, entretanto, não deixou claro se mantém a posição após os dados do estudo.

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