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Desafios do sistema no futuro marcam último dia do Summit Saúde 2021

Especialistas destacam a importância de um sistema mais inclusivo, principalmente com os mais idosos

22 out 2021 20h04
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Um sistema de saúde mais inclusivo foi o denominador comum entre os participantes do quinto e último dia de evento Summit Saúde 2021 realizado pelo Estadão. Além de inclusão, os especialistas debateram os desafios do sistema de saúde e criticaram a decisão da Organização Mundial da Saúde (OMS) de incluir "velhice" na Classificação Internacional de Doenças.

O painel foi mediado por Cristiane Segatto, repórter especial de Saúde do Estadão, e contou com a participação de Cesar Higa Nomura, superintendente de Medicina Diagnóstica do Hospital Sírio-Libanês e presidente da Sociedade Paulista de Radiologia, Dirceu Barbano, consultor em regulação e saúde e diretor científico do Sindicato dos Hospitais, Clínicas e Laboratórios do Estado de São Paulo (SindHosp), Fábio Gandour, médico e cientista da computação, Fernando Silveira Filho, presidente executivo da Associação Brasileira da Indústria de Alta Tecnologia de Produtos para a Saúde (Abimed), Martha Oliveira, diretora executiva da Laços da Saúde e ex-diretora da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), e Vera Valente, diretora executiva da Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde).

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Summit Saúde 2021 reuniu especialistas do setor
Foto: Reprodução / Estadão

Para a Vera Valente a pandemia trouxe mais desafios para as mudanças já necessárias no sistema de saúde. Vera apontou que as novas tecnologias são benéficas, mas trazem um custo ao sistema. "A gente não pode falar da saúde como bem de luxo, e sim como algo inclusivo", afirmou.

A diretora executiva da FenaSaúde ainda apontou que a telemedicina pode ser uma saída para melhorar os atendimentos e fazer chegar especialistas em lugares mais remotos. Para o presidente executivo Abimed Fernando Silveira Filho, a telemedicina "não pode se resumir à consulta".

Na palestra que abriu o quinto dia do Summit Saúde 2021, o médico e cientista da computação Fábio Gandour criticou a decisão da Organização Mundial da Saúde (OMS) de incluir a "velhice" como categoria diagnóstica na sua Classificação Internacional de Doenças. "Vamos, por consequência dos avanços da ciência, ter mais velhos. Então a velhice, se for ser considerada uma doença, acaba sendo 'mais uma virose'", afirmou.

A ex-diretora da ANS Martha Oliveira começou a sua fala também criticando a OMS. "Envelhecer é uma conquista. Imagina a gente ter um país onde 30% das pessoas são doentes", disse. Martha ainda falou sobre a necessidade de atualização do atual sistema de saúde brasileiro. "A gente ainda tem um sistema de saúde com um arcabouço de organização da década de 60", afirmou.

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A responsabilidade com a própria saúde foi o tema da fala do presidente da Sociedade Paulista de Radiologia Cesar Higa Nomura e a tecnologia pode auxiliar nessa tarefa. Para Nomura, os aparelhos que medem pressão arterial e frequência cardíaca "estarão mais próximos e trarão dados acumulados", traçando um retrato mais detalhado da saúde do paciente. Ele destacou que é necessário "diminuir os custos com saúde e realizar os exames pertinentes".

As atividades das agências reguladoras também foram colocadas à prova durante a pandemia, segundo o consultor em regulação e saúde Dirceu Barbano. "A pandemia nos colocou diante do desafio de discutir as questões relacionadas com a segurança, com a eficácia dos produtos, das vacinas, dos equipamentos de forma aberta e transparente com a sociedade", afirmou. Como resultado desse período, o consultor apontou que a sociedade em geral passou a compreender melhor o trabalho das agências.

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