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O objeto giratório 'assustador' encontrado na Via Láctea por cientistas australianos

Cientistas australianos dizem que o objeto é diferente de tudo que os astrônomos já viram antes

27 jan 2022 10h15
| atualizado às 11h11
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Foto: BBC News Brasil

Cientistas australianos dizem ter descoberto um objeto giratório desconhecido na Via Láctea - e afirmam ser diferente de tudo o que já foi visto antes.

O objeto — descoberto pela primeira vez por um estudante universitário — foi observado liberando uma enorme explosão de energia por um minuto inteiro a cada 18 minutos.

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Objetos que pulsam energia no universo são frequentemente descobertos. Mas os cientistas dizem que algo que "fica ligado" por um minuto é muito incomum.

O objeto foi descoberto pela primeira vez pelo estudante Tyrone O'Doherty da Curtin University Honors em uma região do interior da Austrália Ocidental conhecida como Murchison Widefield Array, usando um telescópio e uma nova técnica que ele próprio desenvolveu.

O'Doherty fazia parte de uma equipe liderada pela astrofísica Natasha Hurley-Walker, da divisão da Universidade Curtin dentro do Centro Internacional de Pesquisa em Radioastronomia (ICRAR).

"[Ele] estava aparecendo e desaparecendo ao longo de algumas horas durante nossas observações", disse ela em um comunicado de imprensa do ICRAR sobre a descoberta.

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"Isso foi completamente inesperado. Foi meio assustador para um astrônomo porque não há nada conhecido no céu que faça isso."

Objetos que "ligam e desligam" no Universo não são novos para os astrônomos — eles os chamam de "transitórios". Mas um objeto que fica ligado por um minuto inteiro é "realmente estranho", diz a astrofísica do ICRAR-Curtin, Gemma Anderson, segundo o comunicado.

O ICRAR acrescentou que, depois de vasculhar anos de dados, a equipe conseguiu estabelecer que o objeto está a cerca de 4 mil anos-luz da Terra, é incrivelmente brilhante e possui um campo magnético extremamente forte.

Especula-se que o objeto possa ser uma estrela de nêutrons ou uma anã branca — termo usado para os restos de uma estrela colapsada. No entanto, grande parte da descoberta permanece um mistério.

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"Mais detecções dirão aos astrônomos se este foi um evento único raro ou uma vasta nova população que nunca havíamos visto antes", disse Hurley-Walker. "Estou ansiosa para entender esse objeto e, em seguida, estender a busca para descobrir mais."

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