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PSOL pede que Câmara investigue deputados e ministro citados no relatório da CPI

27 out 2021 20h44
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A bancada do PSOL na Câmara enviou nesta quarta-feira (27) uma representação ao presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), e ao corregedor da Casa, Paulo Bengtson (PTB-PA), contra os deputados Bia Kicis (PSL-DF), Carla Zambelli (PSL-SP), Carlos Jordy (PSL-RJ), Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), Osmar Terra (MDB-RS) e Ricardo Barros (PP-PR), além do ministro do Trabalho e deputado licenciado Onyx Lorenzoni (DEM-RS), todos citados no relatório final da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid, por quebra de decoro parlamentar.

Os deputados do PSOL afirmam que os parlamentares e o ministro "acumulam uma série de graves denúncias que constituem crimes comuns, atos de improbidade administrativa, crimes de responsabilidade e crimes contra a humanidade".

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Em nota, a sigla diz que "todos os apontados na representação estiveram na linha de frente da estratégia do governo federal e foram responsáveis diretos pelo completo fracasso do Brasil no combate à pandemia e pelas mais de 600 mil mortes pela Covid-19 no pais".

O PSOL solicita que a representação seja enviada à Corregedoria Parlamentar, ao Conselho de Ética e Decoro Parlamentar ou à Mesa Diretora da Casa para viabilizar a apuração dos atos praticados pelos deputados.

Em publicação no Twitter, a Líder do PSOL na Câmara, deputada Talíria Petrone (RJ), destacou ao presidente da Câmara que parlamentares "não podem tudo". "Os deputados indiciados na CPI, negacionistas e parte de uma indústria criminosa sustentada pelo gabinete de ódio ajudaram a construir o horror desse momento, com mais de 600 mil mortos. Mentira que causa morte não é liberdade de expressão", disse.

Senadores da CPI da Covid entregaram o relatório final ao procurador-geral da República, Augusto Aras, no final da manhã desta quarta-feira, 27. O documento pede o indiciamento de 78 pessoas, incluindo o presidente Bolsonaro, e duas empresas. Cabe a Aras dar andamento e pedir novas investigações, denunciar Bolsonaro ou arquivar as apurações.

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