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Vila Cruzeiro: PMs entregam armas e admitem tiroteios onde 10 pessoas morreram

Operação na favela terminou com 23 mortos; quase metade das vítimas não tinha processos judiciais criminais

27 mai 2022 19h13
| atualizado às 19h30
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Moradores e policiais ao lado de um corpo coberto após operação policial que deixou 23 mortos na Vila Cruzeiro, Rio de Janeiro
Moradores e policiais ao lado de um corpo coberto após operação policial que deixou 23 mortos na Vila Cruzeiro, Rio de Janeiro
Foto: DW / Deutsche Welle

Passados três dias da operação policial que deixou 23 pessoas mortas na Vila Cruzeiro, na zona norte do Rio, até esta sexta-feira, 27, nove policiais militares e três policiais rodoviários federais já prestaram depoimento à Delegacia de Homicídios (DH) do Rio de Janeiro. Eles entregaram suas armas - 12 fuzis - e admitiram a participação em tiroteios na localidade conhecida como Vacaria, numa região de mata onde dez pessoas foram mortas. A DH vai investigar se algum dos policiais matou alguém que já havia se rendido ou estava sem condições de reagir, o que configuraria crime.

Outros policiais ainda devem depor, e a Polícia Civil investiga também as circunstâncias das mortes das outras 13 vítimas. Segundo a Polícia Militar, só uma das vítimas era inocente - a cabeleireira Gabriella Ferreira da Cunha, de 41 anos, foi atingida por uma bala perdida dentro da própria casa, na favela da Chatuba, vizinha à Vila Cruzeiro.

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Como Estadão mostrou na quinta-feira, 26, 11 das 23 vítimas não tinham processos judiciais criminais contra si, segundo pesquisa feita pela reportagem nos sites do Poder Judiciário estadual. Dos 12 que respondiam ou já responderam a processos desse tipo, encerrados ou ainda em curso, 9 eram acusados de cometer crimes no Estado do Rio de Janeiro, 2 respondiam a processos criminais no Estado do Pará e 1 no Estado do Amazonas.

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