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Arma não é para que policial faça cafuné em cabeça de bandido, diz Garcia

Há quase dois meses, no anúncio da Operação Sufoco, governador disse que 'bandido que levantar a arma contra a polícia leva bala'

29 jun 2022 - 18h27
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SÃO PAULO - O governador de São Paulo, Rodrigo Garcia (PSDB), voltou a dar declarações mais duras sobre o combate ao crime no Estado na manhã desta quarta-feira, 29. Em pronunciamento durante cerimônia de entrega de 27,5 mil pistolas para a Polícia Militar, o chefe do Executivo disse que as novas armas entregues aos agentes não são para fazer "cafuné em cabeça de bandido".

Há quase dois meses, no anúncio da Operação Sufoco, o governador afirmou que "bandido que levantar a arma contra a polícia leva bala", frase que foi repetida nesta quarta. Pré-candidato ao governo do Estado, Garcia tem como um dos adversários o ex-ministro da Infraestrutura Tarcísio de Freitas (Republicanos), que é apoiado pelo presidente Jair Bolsonaro (PL), defensor de uma postura "linha dura" contra criminosos.

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"A entrega dessas mais de 27 mil pistolas para a polícia de São Paulo não é para que o policial faça cafuné em cabeça de bandido", disse Garcia. "É para mostrar claramente que bandido que cometer crime em São Paulo será preso pela Polícia Militar, bandido que reagir contra a polícia de São Paulo vai levar bala."

A declaração foi dada em evento realizado em prédio da Cavalaria da PM para entrega de 27,5 mil pistolas Glock - consideradas mais modernas do que o modelo da Taurus usado anteriormente - e dois helicópteros da Helibrás à Polícia Militar de São Paulo. Ao todo, o Estado investiu R$ 61,7 milhões na aquisição das armas e R$ 57,2 milhões para a renovação e ampliação da frota do Comando de Aviação da PM.

"As forças de segurança têm total apoio para continuar protegendo o cidadão de bem de São Paulo. Nós estamos fazendo hoje mais uma demonstração clara desse apoio, desse apreço do governo de São Paulo pelas forças de segurança", afirmou o governador. O pronunciamento foi ouvido tanto por agentes de polícia quanto por nomes em posição de liderança, como o comandante-geral da PM, coronel Ronaldo Vieira, e o secretário de Segurança Pública do Estado, general João Campos.

Desde que assumiu o comando do governo após a saída do ex-governador João Doria, no início de abril, Garcia tem investido em ações de aproximação com a área da segurança pública. Uma delas foi a criação da Operação Sufoco, que tem como foco os chamados crimes patrimoniais, como roubos e furtos, e que completa dois meses no próximo dia 4.

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Conforme balanço divulgado nesta quarta, 6 mil pessoas foram detidas pela operação até então. A polícia já apreendeu ainda mais de 38 toneladas de drogas no Estado, recuperou mais de 354 armas que estavam nas mãos de suspeitos e também recuperou mais de 900 veículos que foram roubados.

Como mostrou o Estadão, os índices de criminalidade do mês de maio, que foram divulgados pela Secretaria de Segurança Pública na última semana, ainda não mostram impacto significativo da operação, mas o governador prevê que os efeitos só vão ser sentidos em maior grau quando os indicadores deste mês forem divulgados.

"Se não fosse ela (Operação Sufoco), nós teríamos indicadores ainda maiores de crimes contra o patrimônio no Estado", apontou Garcia. Entre outras ações, a operação previa dobrar o efetivo policial no Estado, o que dependia do engajamento de agentes da PM. "Nós tivemos uma crescente nessa adesão de diárias ao longo do mês de maio, entramos com praticamente mais de 90% das diárias ocupadas por policiais que se interessaram em fazer esse trabalho para o Estado. Portanto, em junho nós teremos números ainda melhores."

De acordo com a Secretaria de Segurança Pública, a Operação Sufoco fez a apreensão de celulares aumentar quase 70% no Estado em um período de três anos. Em maio de 2019, último ano pré-pandemia, foram apreendidos 3 mil aparelhos pela polícia. Em maio deste ano, esse número chegou a 5,2 mil.

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