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Com missão cumprida, Ceni não crava permanência no São Paulo: "Vou viver 2021"

6 dez 2021 22h57
| atualizado às 22h57
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O técnico Rogério Ceni despistou em relação ao seu futuro no São Paulo após livrar o clube do rebaixamento para a Série B do Campeonato Brasileiro nesta segunda-feira. Passada a vitória por 3 a 1 sobre o Juventude, no Morumbi, o comandante tricolor adotou um discurso cauteloso, procurando deixar em aberto sua permanência no Tricolor.

"Eu vou viver 2021. Temos ainda uma possibilidade, mesmo que remota, de ir à Libertadores. Não podemos desprezar isso. Nossa situação é a mais desfavorável de todas, mas temos obrigação de tentar a classificação", disse Ceni sobre as pretensões do São Paulo na última rodada.

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Com a vitória nesta segunda-feira, o São Paulo foi a 48 pontos e não tem mais chances de ser ultrapassado por Juventude e Bahia. Na 13ª colocação, o Tricolor agora alimenta esperanças de ir à Pré-Libertadores, mas, para isso, precisará vencer o confronto direto com o América-MG, oitavo colocado, e contar com uma combinação de resultados envolvendo os jogos de Atlético-GO, Ceará, Santos e Internacional.

Nesta última rodada, o objetivo será maior do que o de até então. Pelo menos agora, o técnico Rogério Ceni não perderá suas preciosos horas de sono devido à grave situação de sua equipe. É claro que a classificação para a Pré-Libertadores deve ser prioridade, mas o risco de rebaixamento era o que realmente tirava a tranquilidade do ídolo tricolor.

"Fico triste, pra ser sincero. Não é como eu vejo a história do clube, a vida que eu passei aqui, com muitos caras com quem convivi. É um momento de baixa, que é preciso as pessoas terem cabeça tranquila e planejarem pro clube um ano melhor em 2022. Esbarramos nas dificuldades financeiras, mas tem outros clubes que têm as mesmas dificuldades e conseguiram fazer grandes contratações e levar suas equipes a lugares inimagináveis no campeonato. É o que eu torço", prosseguiu.

"Minha parte tentei fazer, sabia do tamanho do risco que eu corria antes de vir para cá. Só aceitei porque era o São Paulo, não tinha como recusar. Por isso sofri tanto nos últimos dias. Noites e noites sem dormir. Quando você tem uma história de 26 anos ligada ao clube, quando você vê caras que estão no clube há 30, 40 anos sofrendo, é triste", completou.

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