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Departamento médico do Santos se defende de críticas: "Não está lotado"

22 out 2021 13h26
| atualizado às 13h51
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O Santos promoveu nesta sexta-feira uma coletiva de imprensa com a área de saúde do clube para esclarecer alguns assuntos sobre o departamento médico.

Charles Costa, coordenador do Núcleo de Saúde e Performance, e Guilherme Faggioni, coordenador médico do futebol profissional, responderam várias perguntas dos jornalistas. O doutor Guilherme foi mais direto e deu explicações de fácil entendimento, enquanto Charles compilou dados e utilizou termos complexos.

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O departamento médico virou assunto recente em função dos vários jogadores lesionados e do prazo maior de recuperação em relação ao previsto em alguns casos.

"Cheguei no Santos em 26 de julho. Vamos completar três meses agora. Foram três lesões em julho, nove lesões em agosto (cinco musculares e quatro traumáticas) e duas lesões em setembro, considerando que foi uma entorse de tornozelo branda de Carlos Sánchez, de afastamento de dois dias, e o Robson afastado por 14 dias. Observando a densidade dos jogos sobre essa percepção de lesões, isso é corroborado com dados. Foram nove lesões em agosto. Foram muitos jogos no período, nove jogos em um mês. E em setembro foram cinco. O número de lesões está dentro do esperado numa temporada atípica de jogos. Em agosto foi mais elevado, sim, mas em função dos jogos que tivemos", disse Charles.

"Temos que salientar que tivemos união entre vários campeonatos. Jogamos mais do que é jogado normalmente. O Campeonato não parou, atletas estão em sequência grande. O número de lesões musculares vai aumentar e vemos isso no Campeonato Brasileiro, não só no Santos. Departamento médico trabalha em conjunto com comissão técnica e diretoria. Decisões são em conjunto. Passamos tudo para a diretoria, conversamos com a comissão e em cima disso fazemos o protocolo e achamos algo que pode ter acontecido. Cada comissão tem seu jeito de trabalhar, tem quem trabalhe mais e um pouco menos, mas não vejo isso como problema. Vejo mais o aumento no número de jogos na junção de duas temporadas. Provavelmente não acabou por aí. Poderemos ter mais lesões musculares. Elenco ficou reduzido e isso também conta um pouquinho", complementou Guilherme.

Kaiky teve uma lesão de grau 2 na coxa direita e está fora há dois meses. Luiz Felipe foi diagnosticado com edema na coxa direita e não atua também desde agosto. Sem contar outros casos, como o de Madson, que o Peixe anunciou "desconforto articular" e o real problema era uma lesão no púbis.

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Os problemas mais recentes foram de Gabriel Pirani e Jobson, ambos no tornozelo direito. Léo Baptistão (lesão na panturrilha esquerda) e John e Kevin Malthus (recuperação de cirurgias no joelho) seguem fora. Sandry está perto de retornar após também operar o joelho.

"O departamento médico não está lotado. Kaiky e Luiz Felipe estão em transição e tratando para voltarem sem nenhum problema. Léo Baptistão foi a última lesão e é difícil, complicada de tratar, mas está evoluindo super bem. Seis semanas mais ou menos. Temos o Kevin (Malthus), o Augusto, o John e o Jobson no departamento médico. Kevin mais uns cinco meses por causa da recuperação da cirurgia no joelho para voltar ao grupo. Jobson é pós-operatório de jolho, teve um pouco de dificuldade, uma bursite retrocalcaneana… Estamos tratando e não evoluiu muito bem, então por precaução deixamos um pouco com a gente. Quando evoluir, estará apto para treinar com o grupo. John é pós-operatório, está no terceiro mês e também e mais ou menos cinco meses (no total) para retornar também. Damos um prazo, mas cada atleta é um atleta e cada corpo é um corpo. Todos estão evoluindo muito bem, não vamos nos apegar às datas", explicou Guilherme.

"Madson tem doença crônica, uma pubalgia. Vinha jogando com Fernando Diniz quase todas as partidas e relatou incômodo na região do quadril. E não teve demora para voltar, temos que respeitar a queixa do atleta. Pirani está liberado pelo departamento médico, está tratando de entorse no tornozelo e treinando normalmente", completou.

Houve também o episódio de Marinho. O atacante criticou o departamento médico publicamente depois de lesão na coxa esquerda.

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"Foi uma decisão interna. Não quisemos expor o atleta e a situação. Todos sabem da declaração do Marinho e não estamos aqui por polêmica ou para achar um culpado. O clube achou sensato preservar atleta e departamento. Tivemos transição no departamento médico, chegou o Charles e não quisemos confusão interna", falou o doutor Guilherme.

"Marinho é extremamente profissional, se dedicou intensamente durante o tratamento e todos nós estamos atrelados à lei geral de proteção dos dados. É uma obrigação jurídica sobre a disponibilização de dados de saúde. Nem todas as informações sobre procedimentos podem ser divulgadas. Até porque existe essa lei para compreender um pouco melhor nossas responsabilidades", emendou Charles.

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