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ANÁLISE: Palmeiras vacila e 'aprende' que sempre vai haver um dia que a bola não vai entrar

Verdão cometeu erros que não costuma cometer e não conseguiu reagir como parece achar que pode fazer sempre. A bola não entrou e não entraria nem como mais 90 minutos

3 jul 2022 - 06h39
(atualizado às 12h31)
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Os quase 40 mil torcedores do Palmeiras que foram ao Allianz Parque no último sábado, não esperavam vida fácil contra o Athletico-PR de Felipão, mas certamente não esperavam sair de lá com uma derrota, algo incomum na temporada. No entanto, se os vacilos acontecem em maior número do que os acertos, sair derrotado é uma consequência, ainda mais quando a bola teima em não entrar.

Abel Ferreira não conseguiu fazer o time buscar a virada diante do Athletico-PR (Foto: Cesar Greco/Palmeiras)
Abel Ferreira não conseguiu fazer o time buscar a virada diante do Athletico-PR (Foto: Cesar Greco/Palmeiras)
Foto: Lance!

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Quem assistiu ao jogo, percebeu desde o início que o Verdão não estava em seus melhores dias, nem coletivamente, nem individualmente. Nomes como Mayke, Piquerez, Danilo, Zé Rafael, Raphael Veiga e até Rony não tiveram boa atuação e o time simplesmente não conseguia performar como tem feito em 2022.

Passes errados, domínios equivocados, falta de sincronia nos movimentos, desatenção defensiva... Todos esses aspectos contribuíram para que o Furacão fizesse seus dois gols. Um em inversão de jogo pegando a zaga desarrumada, e outro em erro de passe no meio, que levou a um contra-ataque, que originou o pênalti. A vitória athleticana era merecida, competiu e acertou muito mais.

Mas o Palmeiras é um time muito forte, técnica, tática e mentalmente. A ideia de que pode sempre reverter uma situação adversa parece ser algo bem nítido na cabeça de cada jogador. Para isso, porém, é preciso que os acertos sejam em maior número do que os vacilos. Com os dois gols de desvantagem e sem jogar bem, a situação já era difícil por si só, imagine sendo ineficiente no ataque.

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Segundo o Footstats, foram 33 finalizações, sendo apenas oito na direção do gol. O número é bastante expressivo e mostra o volume de jogo ofensivo imposto pelo Palmeiras, que criou o suficiente para empatar e virar o placar, mas como disse Gustavo Gómez após a partida "tem dias que a bola não entra". Esse talvez seja o maior aprendizado dessa derrota alviverde, além dos vacilos defensivos.

Pode ter a confiança que for, a mentalidade forte que for, há algo no futebol que não dá para controlar, que é esse fator imponderável. Há momentos de domínio total e com inúmeras finalizações, mas que simplesmente a bola não vai entrar, não dá para não contar com isso. E a impressão que se tinha na noite de sábado no Allianz era de que o Alviverde poderia jogar mais 90 minutos e a bola não entraria.

Como Abel Ferreira sempre diz, é preciso fazer aquilo que está no próprio controle do time, que é buscar o erro zero e a baliza zero. Se cada um acertar e fizer a sua parte, a equipe ficará mais próxima de não levar gols e de não errar. Definitivamente não foi o que aconteceu diante do Furacão, tanto é que a derrota foi inevitável.

O Palmeiras é o melhor e mais bem treinado time do Brasil neste momento. A derrota para o Athletico-PR não tira esse status, mas traz ensinamentos preciosos para esta fase da temporada em que as três competições estão sendo disputadas ao mesmo tempo e com partidas decisivas. As derrotas irão acontecer, a equipe vai jogar mal e às vezes a bola não vai entrar, mas o ano e o trabalho continuam.

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