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Com Marc Márquez mais ou menos, Honda sofre na MotoGP e busca rumo para 2022

Com o hexacampeão da classe rainha longe da plena forma, a montadora da asa dourada se viu sem os resultados de outrora, mas ainda teve a chance de celebrar três vitórias graças ao bom relacionamento do espanhol com os traçados anti-horários e à boa forma em Misano

26 nov 2021 10h06
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Marc Márquez não testou em Jerez, mas a Honda saiu confiante
Foto: Divulgação/MotoGP / Grande Prêmio

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Uma coisa é certa na temporada 2021 da MotoGP: a Honda já viveu dias melhores. É claro que a montadora japonesa não passou plenamente em branco, mas o fato de Marc Márquez não estar em plena forma e de a RC213V não ser uma moto feita para todo mundo voltou a cobrar um preço.

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Os japoneses começaram o ano desfalcados do maior astro, já que Marc Márquez perdeu as duas primeiras corrida do ano ainda por causa das consequência da fratura que sofreu no braço direito no início do campeonato passado. Quando voltou, contudo, Marc não era o mesmo de antes. Afinal, depois de três cirurgias e nove meses afastado, a forma física pesou e o filho de Roser e Julià passou a maior parte da temporada amargando o papel de simples coadjuvante.

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Mesmo fora da plena forma, Marc Márquez foi quem deu os melhores resultados à Honda em 2021 (Foto: Repsol)

Com o passar dos GPs, o mais velho dos Márquez foi melhorando a condição física, mas foram só nos traçados anti-horários que o corpo deixou de ser um problema. Com mais curvas para a esquerda, Marc venceu nos GPs da Alemanha e das Américas, mas o alento mesmo veio no GP da Emília-Romanha: mesmo no horário traçado de Misano, Márquez conseguiu vencer, aproveitando uma queda de Francesco Bagnaia.

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Mas aí mora outro problema: uma nova lesão tirou Marc não só das últimas duas etapas do campeonato, mas também dos testes de pós-temporada, quando a Honda trouxe uma nova RC213V para tentar recuperar o terreno perdido. Mais uma vez, os japoneses se viram sem o melhor piloto da equipe para orientar o caminho com o novo protótipo.

Isso, porém, pode não ser um problema tão grande assim. Afinal, coube a pilotos mais 'normais' a tarefa de orientar a evolução. Assim, pode ser que a RCV de 2022 não seja tão dependente de um fenômeno, mas mais 'parceira' e todo mundo.

Só que os demais competidores também precisam dar um passinho. Aposta da Honda para 2021, Pol Espargaró tardou a engrenar. Depois de anunciar para o mundo que estava animado com a mudança, já que diz ter um estilo parecido com o de Marc, o ex-KTM decepcionou e fez uma única visita ao pódio ― em dobradinha e justamente no melhor resultado da carreira.

Na maior parte do tempo, Pol pareceu perdido, sem entender a moto e sem sequer saber por onde começar. Assim, o irmão de Aleix terá de se encontrar para ser efetivamente competitivo em 2022.

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Do lado da LCR, Takaaki Nakagami e Álex Márquez não estiveram nem de longe no mesmo nível do ano passado, quando tiveram a missão de defender a honra da Honda sem o auxílio de Marc. Com raros momentos de brilho, os pilotos de Lucio Cecchinello passaram mesmo batidos em 2021.

Mas existe uma luz no fim do túnel. A Honda saiu satisfeita dos testes em Jerez, confiante de ter encontrado um caminho para o protótipo japonês. Gigante e experiente como é, é questão de tempo até achar o caminho para fora do buraco. E parece que este tempo começa a se aproximar.

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