Monte seu e-commerce e divulgue sua marca no Terra

Número de patrocinadores em clubes da Série A em 2021 cresce 19%

Estudo do Ibope Repucom mostra que 172 marcas estiveram presentes nos uniformes das equipes do Brasileirão no ano passado

26 jan 2022 10h10
| atualizado às 16h55
Compartilhar

A pandemia afetou negativamente os cofres dos clubes de futebol. Mas o patrocínio, importante fonte de receita, ajudou as equipes a atenuar as perdas. Estudo do Ibope Repucom mostrou que o número de empresas que estampam suas marcas no futebol em 2021 subiu. Foram 172 patrocinadores diferentes presentes nos uniformes dos 20 times da Série A, volume 19% maior em relação a 2020 (145), elevando a média de sete para cerca de nove marcas patrocinadoras por agremiação.

O relatório, que considera os 20 times da Série A mais Botafogo, Cruzeiro e Vasco, que jogaram a Série B no ano passado, expôs também um crescimento considerável da taxa de permanência dos patrocinadores, pulando de 49% para 61%. Isto é, seis em cada 10 marcas que patrocinaram algum clube em 2020 se mantiveram presentes em 2021. Nesse cálculo estão inclusos fornecedores de material e patrocínios regulares e pontuais.

Publicidade

Os patrocínios pontuais mais que dobraram. Saltaram de 23 em 2020 para 48 em 2021, o que representa um aumento de 109%. Segundo Arthur Bernardo Neto, diretor do Ibope Repucom, dois fatores principais foram determinantes para o resultado do estudo: uma taxa de permanência de marcas vindas da temporada anterior de 61% e um aumento de 109% no volume de contratos de patrocínios pontuais. Ele diz que vale a pena investir dinheiro no futebol brasileiro atualmente.

"Para além das transmissões de jogos, que não são o único objetivo a ser alcançado, temos desde a possibilidade de construção, até a exposição das marcas em reportagens, notícias e inúmeras ativações e postagens patrocinadas nos canais digitais do clube, onde o retorno é sempre muito positivo, tanto em valor quanto em imagem institucional", avalia.

Fernando Lamounier, diretor de marketing e vendas da Multimarcas, empresa que patrocina Atlético-MG e Vasco, diz que o quadro de dificuldade econômica provocado pela pandemia foi superado "com tranquilidade" graças aos produtos voltados aos torcedores e a conversão das ações em vendas.

"O que nos manteve no setor mesmo em um cenário de pandemia foi a possibilidade de apoiar os clubes em um momento de incertezas, promovendo ativações e aproveitando o engajamento dos torcedores para desenvolver ações comerciais", observa.

Publicidade

O Fortaleza lidera desde 2019 como o clube com o maior número de patrocinadores (26). Depois vêm Chapecoense (22), São Paulo (20), Juventude e Sport, (ambos com 18). "Para os clubes, o que realmente importa, é que o patrocínio ocorra em cifras que correspondam ao valor de mercado das respectivas propriedades, sempre muito valorizadas como plataformas de exposição de marca", diz o diretor do Ibope.

Número de patrocinadores em clubes da Série A em 2021 cresceu 19%
Número de patrocinadores em clubes da Série A em 2021 cresceu 19%
Foto: Reprodução / Estadão

O segmento Imobiliário, construção e acabamento dominou em volume de marcas diferentes nos uniformes dos clubes da Série A em 2021. O setor colocou 30 marcas únicas ano passado, 15% a mais do que na temporada anterior. Destaque para a categoria de Tintas, que liderou pelo segundo ano e contou com seis marcas diferentes no Brasileirão.

O setor financeiro liderou nos últimos anos, mas caiu para o segundo lugar. Tratam-se de bancos tradicionais e digitais, financeiras, consórcios, capitalização, seguros ou meios de pagamento. São 20 marcas diferentes investindo na elite do futebol nacional, distribuídas em 39 acordos de patrocínio, durante a temporada 2021.

Ainda sob os impactos da pandemia de covid-19, o setor de serviços de saúde foi, pelo segundo ano consecutivo, o terceiro em volume de marcas nas camisas dos clubes da Série A. Ao todo, entre laboratórios, planos de saúde, clínicas e farmácias, 20 marcas diferentes, distribuídas em 35 acordos de patrocínios, apareceram nos uniformes, uma variação de 17% em relação ao ano anterior.

Publicidade

O agronegócio passou a ter importância no que se refere a investimento no futebol nacional. Seis marcas estamparam uniformes na elite ano passado: Chapecoense (3), Juventude (1), Cuiabá (1) e Athletico-PR (1).

"O agronegócio ganhou força com investimentos realizados no Cuiabá e na Chapecoense, ou seja, clubes que têm suas sedes em regiões onde este setor econômico é bastante forte. Entretanto, muito provavelmente, tal comportamento desperte a atenção dos anunciantes de outros centros, o que contribuiria com essa tendência de crescimento", analisa Arthur.

"É através de nossos patrocínios que o clube consegue mostrar a força do Mato Grosso. Estamos diretamente ligados ao agronegócio, que é atualmente, a principal força econômica do estado. Ficamos honrados em poder ajudar a divulgar a maior potência da nossa região", afirma Cristiano Dresch, vice-presidente do Cuiabá.

Na propriedade mais nobre do uniforme, lideram os sites de apostas esportivas, com seis marcas, seguidos pelo setor financeiro, com quatro. "Enxergamos um cenário propício para esse mercado não apenas relacionado às formas de patrocínios, mas em ações junto aos clubes. Sempre que é possível, fazemos essas iniciativas com Bahia, além de realizar ativações com nosso parceiro de mídia televisiva", aponta Hans Schleier, diretor de negócios da Casa de Apostas, patrocinadora máster do Bahia, atual campeão da Copa do Nordeste.

Publicidade

Mais uma vez a Umbro foi a principal fornecedora de material esportivo. Ela está presente em sete times. A Adidas ocupa a segunda colocação, com quatro.

Fique por dentro das principais notícias de Futebol
Ativar notificações