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É só pelo dinheiro? Entenda as divergências que fazem 23 clubes recusarem a Libra

Divisão de receitas e poder marcam disputas que fazem Futebol Forte, por enquanto, se recusar a assinar adesão à nova Liga Brasileira de Clubes

13 mai 2022 07h28
| atualizado às 10h12
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O caminho para os clubes paulistas da Série A e o Flamengo fundarem a Libra (Liga Brasileira de Clubes) parecia tranquilo, mas acabou por se tornar árduo com a oposição do Futebol Forte, grupo que agora abrange não só os emergentes da elite nacional, mas também equipes da Série B. Quais são os motivos que fazem o pelotão liderado por Athletico, Fortaleza e Fluminense se recusar a aderir a essa Liga? O LANCE! explica a você abaixo.

Mario Celso Petraglia é um dos principais dirigentes contrários à Libra (Foto: Miguel Locatelli/Site Oficial)
Mario Celso Petraglia é um dos principais dirigentes contrários à Libra (Foto: Miguel Locatelli/Site Oficial)
Foto: Lance!

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PODER

Quem vai mandar na Libra? Essa é uma pergunta essencial para parte dos 23 integrantes do Futebol Forte. Há consenso entre Athletico, Fortaleza e Fluminense, o trio de ferro do bloco, que paulistas e Flamengo querem enfiar a entidade na marra e que haverá pouco espaço para eles na cadeia de comando, mesmo sob uma hipotética gerência empresarial com profissionais de fora.

Há reclamação por parte dos times da Segundona também. Com o estatuto da Libra como foco. Isso porque o texto prevê que os 20 integrantes da Série B tenham poder de voto de peso um ante o peso dois dados aos da Série A.

O DINHEIRO

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É importante ressaltar que o Brasileirão da Libra entraria em funcionamento', digamos assim, apenas em 2025, quando vencem os atuais contratos da CBF com patrocinadores e, principalmente, a TV Globo.

Diante disso, a Liga já está acertada com a Codajas Sports Kapital (CSK), que tem o apoio do banco BTG e promete receitas na margem de até R$ 5,1 bilhões com patrocínios e direitos de transmissão.

TV

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Nos bastidores, conforme o L! apurou, Amazon e Globo, dobradinha que já atua na Copa do Brasil, por exemplo, estariam de olho na Libra e demonstraram interesse na compra conjunta dos direitos.

Há ainda questões como direitos ao nome do torneio, publicidade estática nos campos de jogo, exploração da marca e TV no exterior, que aumentaria o faturamento. Segundo estudos da Liga, o Brasil tem potencial para pelo menos se igualar à França, o que deixaria o país entre as dez ligas mais valiosas do mundo.

O QUE A LIBRA DEFINIU

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Em seu estatuto, a Liga definiu a divisão de 40% da receita igualmente entre todos os participantes da competição, 30% de variável por performance e 30% por engajamento.

Esse último item é definido por critérios como média de público no estádio, base de assinantes de pay-per-view, número de seguidores e engajamento em redes sociais, audiência na televisão aberta e tamanho da torcida.

FUTEBOL FORTE DISCORDA

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O grupo inicialmente formado apenas pelos emergentes da Série A aponta os critérios como os principais motivos pelas suas insatisfações. Segundo eles, a própria Libra detalha que a diferença entre o campeão brasileiro e o lanterna da competição, por essa divisão, geraria um abismo de até 6,5 vezes na receita de cada um dos clubes.

O Futebol Forte quer uma cópia da divisão adotada na Premier League, da Inglaterra: 50% divididos igualmente, 25% por performance e 25% da receita nos critérios de engajamento, que poderia ser rediscutida adiante. Segundo eles, isso faria cair a diferença entre primeiro e último para 3,5 vezes, valor considerado mais justo.

SÉRIE B

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A divergência atingiu a segunda divisão. Isso porque a Libra definiu em seu estatuto o repasse de 15% das receitas para a competição, podendo chegar a 20% caso os grandes caiam. Mas os clubes querem mais.

A proposta dos integrantes da Série B é de repasse de 25%. A proposta teve o apoio do Futebol Forte, que com isso angariou a adesão de 12 participantes da Segundona.

CONCORDÂNCIA

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Nem todos os pontos entre Libra e Futebol Forte são de discórdia. Ambos aprovam, por exemplo, cláusulas de fair play financeiro colocadas no estatuto.

O trecho, inclusive, determinará punição aos clubes que infringirem a regra. É possível que haja perda de pontos, rebaixamento, impedimento de registro de atletas e até sanções financeiras aos que gastarem mais que o permitido pelo regulamento da competição.

E COMO FICA?

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O Futebol Forte promete formular suas reivindicações em reunião agendada para o próximo dia 16. Posteriormente prometem encontro com a Libra, após melarem a reunião que aconteceria quinta-feira (12) na sede da CBF, no Rio de Janeiro (RJ).

Para a Liga ser implantada, o estatuto da CBF define que haja a adesão de pelo menos um terço dos participantes das séries A ou B. Ou seja, a Libra precisa de 13 assinaturas. Se isso não ocorrer, o Brasileirão continua organizado pela CBF e os dois lados negociarão por conta própria seus direitos de televisão.

QUEM JÁ É INTEGRANTE DA LIBRA

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Corinthians

São Paulo

Palmeiras

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Santos

Bragantino

Ponte Preta

Flamengo

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Vasco

Cruzeiro

QUEM INTEGRA O FUTEBOL FORTE

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Athletico

América-MG

Atlético-GO

Avaí

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Brusque

Ceará

Chapecoense

CSA

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CRB

Coritiba

Criciúma

Cuiabá

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Fluminense

Fortaleza

Goiás

Juventude

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Londrina

Náutico

Operário

Sampaio Corrêa

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Sport

Tombense

Vila Nova

QUEM SÃO OS MODERADORES E AINDA NÃO APOIARAM NENHUM DOS LADOS

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Grêmio

Internacional

Bahia

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Botafogo

Atlético-MG

Novorizontino

Guarani

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Ituano

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