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Árbitro relata na súmula cantos homofóbicos da torcida do Corinthians e arremesso de objetos no campo

22 mai 2022 22h23
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O Corinthians pode ter problemas com a Justiça Desportiva por conta do comportamento de seus torcedores no clássico contra o São Paulo, neste domingo, que terminou empatado por 1 a 1, pelo Campeonato Brasileiro. O árbitro goiano Wilton Pereira Sampaio relatou na súmula do jogo, disponibilizada no site oficial da CBF, que foram ouvidos cantos homofóbicos por parte dos corintianos e o arremesso de objetos - moedas e um isqueiro - para o gramado.

"Informo que aos 29 minutos do primeiro tempo, no procedimento de cobrança do tiro de canto da equipe do São Paulo Futebol Clube, fui informado pelo atleta número 6, Reinaldo Manoel da Silva, que foram arremessadas moedas e um isqueiro em direção ao mesmo, sem acertá-lo, vindo do local onde se encontrava a torcida do Sport Club Corinthians Paulista", escreveu o árbitro sobre o arremesso de objetos pouco antes da cobrança de um escanteio no lado esquerdo do ataque são-paulino.

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A questão sobre os cantos homofóbicos, de acordo com Wilton Pereira Sampaio, começou no intervalo e teve sequência durante o segundo tempo. "Durante o intervalo fomos informados pelos membros da comissão técnica do São Paulo Futebol Clube que estariam sendo entoados cânticos homofóbicos por parte da torcida do Sport Club Corinthians Paulista contra a equipe visitante. Desta forma, solicitamos ao delegado da partida, Victor André Rodriguez Ballesteros, que fosse solicitado através do sistema de som do estádio que os referidos cânticos fossem cessados. informamos que o procedimento foi realizado conforme solicitado", informou.

"Aos 4 minutos do segundo tempo, no momento que a partida se encontrava paralisada para a cobrança de escanteio da equipe mandante, me dirigi ao quarto árbitro, Lucas Canetto Bellote, e ao delegado da partida para informar que cânticos homofóbicos estavam sendo entoados pela torcida do Sport Club Corinthians Paulista. Neste momento o sistema de som do estádio solicitou que os cânticos fossem paralisados. Reitero que após a comunicação do sistema de som do estádio a equipe de arbitragem não identificou mais os cânticos desta natureza e a partida prosseguiu", finalizou sobre o assunto.

Mas ainda teve mais um problema, desta vez com sinalizadores. "Aos 47 minutos do segundo tempo a partida ficou paralisada por 30 segundos devido a sinalizadores acesos pela torcida mandante. Após este período os sinalizadores foram apagados e a partida prosseguiu normalmente. Após o término da partida fomos informados pelo senhor Márcio de Luna, que se apresentou como gerente geral da Neo Quimica Arena, que a Policia Militar havia identificado e qualificado o torcedor responsável pelos sinalizadores. Até o fechamento da sumula não foi repassado nenhum documento relativo ao incidente", escreveu.

Reprovação

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Os assuntos foram abordados pelo presidente do Corinthians, Duílio Monteiro Alves, que fez um pedido pelo fim de cantos homofóbicos por parte da torcida. O dirigente lembrou que o clube agiu rapidamente durante a partida, com mensagens nos telões e no sistema de som, mas afirmou que não tem mais cabimento entoar palavras contra o público LGBTQIA+.

"A gente é totalmente contrário a esse tipo de canto, da mesma forma que eu falei aqui do racismo, da acusação (de estupro) ao Robson (Bambu), também esse tipo de canto e homofobia o Corinthians é contra. O Corinthians vem conversando com seus torcedores, vem fazendo campanhas contra a homofobia", comentou.

Gazeta Esportiva
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