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Presidente do Corinthians fala sobre caso de Rafael Ramos e condena gritos homofóbicos de torcida

22 mai 2022 20h44
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O presidente do Corinthians, Duílio Monteiro Alves, teve neste domingo muita coisa para falar após o empate por 1 a 1 no clássico contra o São Paulo, na Neo Química Arena, pelo Campeonato Brasileiro. Um dos assuntos mais polêmicos foi sobre o lateral-direito português Rafael Ramos, acusado de injúria racial pelo volante Edenílson, do Internacional, no sábado da semana passada, em Porto Alegre. Para o mandatário, é necessário que se pare de fazer pré-julgamentos enquanto o caso está na Justiça.

"Da mesma forma que a gente tratou o Robson (Bambu, acusado de estupro) também, que foi encerrado pelo Ministério Público, do Rafael também, a gente acompanhou ele desde o primeiro momento, quando ele colocou que não teria falado. Até pela criação dele, pelo que ele tem de educação, e também uma palavra que não é nem usada no país dele, a gente tinha muita segurança de que o Edenílson tinha entendido errado", afirmou Duilio.

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Na última sexta-feira, uma perícia contratada pela defesa do jogador diz que ele não falou a palavra "macaco". Segundo o Centro de Perícias de Curitiba, as palavras ditas pelo jogador teriam sido "pô, caralho". O caso segue sendo investigado pela Polícia Civil do Rio Grande do Sul. O STJD também abrirá um inquérito sobre o caso.

"A perícia foi contratada pela defesa, mas é uma perícia oficial, independente de por quem ela é contratada, uma perícia que tem muita validade assim como outras que foram contratadas e vão mostrar que o Rafael não cometeu nenhum tipo de crime",

continuou, dizendo que não se importa com a postura acusatória de Edenílson e do Internacional.

"Temos que tomar muito cuidado com isso. Não pode existir racismo, é um absurdo, mas não existiu, então tem que tomar cuidado em acusar as pessoas, por isso que também falei do caso do Robson. Temos que ter cuidado porque pode acabar com a carreira do profissional, temos que ter tudo claro para fazer acusações", disse Duílio.

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Reprovação

Outro assunto abordado pelo presidente do Corinthians foi um pedido pelo fim de cantos homofóbicos por parte da torcida. Duílio lembrou que o clube agiu rapidamente durante a partida, com mensagens nos telões e no sistema de som, mas afirmou que não tem mais cabimento entoar palavras contra o público LGBTQIA+.

"A gente é totalmente contrário a esse tipo de canto, da mesma forma que eu falei aqui do racismo, da acusação ao Robson, também esse tipo de canto e homofobia o Corinthians é contra. O Corinthians vem conversando com seus torcedores, vem

fazendo campanhas contra a homofobia", comentou.

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Durante o clássico, os torcedores, como sempre acontece contra o São Paulo, cantaram "dessas bichas teremos que ganhar" e "vai para cima delas, Timão, da bicharada". Já no segundo tempo, o árbitro goiano Wilton Pereira Sampaio chegou a paralisar o jogo para registrar que havia um canto homofóbico vindo da arquibancada.

"Hoje (domingo), todas as vezes que a torcida começou a cantar, a gente colocou no telão, a locutora do estádio reprimiu porque a gente não acha correto e o futebol está mudando. No próprio jogo hoje, a torcida já mudou o canto, parou de fazer a ofensa que estava fazendo. A gente tem que insistir nisso, que acabe todo tipo de discriminação, a gente está em 2022, isso tudo não faz mais sentido", observou.

Duilio também pediu que não fossem mais acendidos sinalizadores, como aconteceu no segundo tempo após o gol de empate de Adson. "Da mesma forma que a gente vem reprimindo várias coisas no estádio que atrapalham o Corinthians, multas são sempre dadas, também existe o risco de você perder o mando de campo, jogar com o estádio fechado, isso a gente não quer, a gente precisa muito da Fiel no nosso lado", contou, lembrando que o torcedor responsável foi identificado.

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