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Empenho é crucial na vitória, mas Botafogo precisa evoluir na criação para avançar na temporada

Mesmo com desfalques, Alvinegro quebra tabu e vence o Bragantino, fora de casa, depois de 25 anos. Equipe sofre com as bolas aéreas, mas mostra eficiência na chance que teve

5 jul 2022 - 05h57
(atualizado às 05h57)
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O triunfo do Botafogo sobre o RB Bragantino foi na base do empenho e da transpiração. Com muita dificuldade na articulação das jogadas, os cariocas aproveitaram a chance que tiveram e quebraram o tabu de 25 anos sem vencer o adversário, fora de casa. O jogo mostrou que a equipe precisa evoluir ofensivamente caso queira avançar e, quem sabe, ter um Brasileirão mais competitivo e sonhar mais alto.

Botafogo foi competitivo e voltou a vencer, mas ainda necessita evoluir para ser mais forte (Vitor Silva/Botafogo)
Botafogo foi competitivo e voltou a vencer, mas ainda necessita evoluir para ser mais forte (Vitor Silva/Botafogo)
Foto: Lance!

O momento triste da noite ficou por conta da torção no joelho direito de Kayque. O jovem volante sentiu depois de disputar a bola com Artur e deixou o gramado aos prantos para a entrada de Del Piage. Ele será reavaliado nesta terça, mas deve ser mais uma dor de cabeça para Luís Castro, que já tem problemas com atletas lesionados, suspensos ou em transição.

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DIFICULDADE NA ARTICULAÇÃO E LIGAÇÃO DIRETA

Novamente com uma série de desfalques, Luís Castro voltou a utilizar o esquema com três zagueiros e teve o retorno de Lucas Fernandes no meio de campo. O jogador foi o único que conseguiu incomodar o Bragantino e obrigar Cleiton a trabalhar. O setor apresentou lentidão e pouca criatividade para quebrar as linhas do Massa Bruta.

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O primeiro tempo foi um deserto de ideias de ambos os lados, e um jogo pobre do Botafogo. Com muita bola longa, os atacantes não conseguiram dar sequência aos lances e explorarem triangulações e jogadas verticais. A bola batia e voltava, sem que o meio de campo trabalhasse corretamente as transições.

Por outro lado, o Bragantino também não teve uma grande atuação no primeiro tempo e explorou as jogadas aéreas. A defesa alvinegra voltou a ter muita dificuldade para coibir tais lances de perigo e ainda contribui com faltas bobas perto da área. Gatito foi seguro nos primeiros quarenta e cinco minutos mesmo com pouco trabalho.

TRANSPIRAÇÃO, EFICIÊNCIA, MAS PERIGO NA BOLA AÉREA

Na etapa final, os paulistas tiveram dois gols anulados. No primeiro deles, o lado esquerdo da defesa alvinegra concedeu espaços para Artur entrar livre, mas ele estava à frente. Gatito foi precipitado na saída em seu único erro no jogo. No outro lance, Nathan subiu com liberdade, sendo marcado por Matheus Nascimento, o que evidenciou o erro do sistema defensivo.

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Entre os dois gols anulados, Lucas Fernandes voltou a ter destaque. O meia cobrou falta, com categoria, e a bola sobrou para Vinícius Lopes marcar seu segundo gol com a camisa alvinegra. Na jogada, o camisa 70 foi eficiente e estufou a rede na única chance clara que teve para finalizar.

Um dos personagens do segundo tempo foi o VAR, utilizado pelo árbitro de campo Ramon Abatti Abel. Em uma jogada envolvendo Víctor Cuesta e Alerrandro, o profissional foi chamado para analisar o contato e, de maneira correta, nada marcou. Para Luís Castro, não havia necessidade da utilização do VAR por ser algo evidente.

No fim, o Bragantino foi na base dos cruzamentos, mas faltou pontaria. Daniel Borges, por sua vez, quase marcou um golaço depois de um erro de Cleiton. Com todos os desfalques e problemas, os três pontos dão tranquilidade para a sequência do ano, mas sabendo que o time está longe do ideal e precisa ter mais equilíbrio entre os setores para crescer.

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