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Brasileirão Feminino da CBB quer revelar talentos e formar equipe para entrar na LBF

Vice da entidade, Magic Paula revela desejo com o torneio que terá 16 equipes e com limite de três atletas acima de 23 anos por clube

18 set 2021 08h05
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Em mais um passo na direção da reestruturação do basquete feminino no Brasil, o Brasileirão organizado pela Confederação Brasileira de Basketball começa neste sábado com o intuito de dar oportunidade para mais jovens entrarem em quadra. A competição promete ser uma porta de entrada para a Liga Feminina de Basquete, principal torneio do País.

Pelo regulamento, os 16 times do Brasileirão podem ter apenas três jogadoras acima de 23 anos. Vice-presidente da CBB, Magic Paula tem como o objetivo montar uma equipe com os principais destaques da competição e colocá-la na disputa da LBF. "Essa é uma ideia que estamos trabalhando junto com o presidente da LBF, o Ricardo Molina. Estamos articulando com vários parceiros. Não temos nada ainda certo", ponderou em entrevista ao Estadão.

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A equipe do Bradesco Esportes, de São Paulo, está na Conferência Heleninha do Brasileirão da CBB
Foto: Divulgação/Bradesco Esportes / Estadão

Seria uma espécie de seleção sub-23. "Queremos ter a possibilidade dessas meninas juntas em um clube, treinando, principalmente as que não estão jogando nos Estados Unidos. Não gosto muito de falar sobre o que não está certo, mas é uma ideia, um trabalho nosso", acrescentou.

Magic Paula confia no surgimento de talentos no Brasileirão da CBB. A LBF, que se encerrou no fim de agosto com o título do Ituano, contou com apenas oito equipes. Ou seja, muitas jogadoras não conseguem se encaixar na elite do basquete feminino. Agora serão quase 200 atletas em quadra na nova competição.

"Acredito que este momento é um sonho que muitas jogadoras que amam o basquete irão vivenciar. Queremos que outras garotas tenham oportunidade de mostrar seu trabalho e ampliar este leque para descobrir os jovens talentos que podem estar espalhadas pelo nosso País."

A competição é dividida em duas conferências. Na Heleninha, que será disputada entre os dias 18 e 25 de setembro, no Recife, estão Sport Recife/RD Sports-PE, Nosso Clube/Instituto Vitaliza-PE, Aeroclube-RN, Clube Campestre-PB, Bradesco Esportes-SP, Sociedade Thalia-PR, JEC/SGJ/SESPORTE-SC, e AGEFB-Basket São José-ELASE-SC.

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Na Delcy, com sede em Brasília, entre os dias 3 e 12 de outubro, ficaram Cerrado Basquete-DF, Sociedade Recreativa Mampituba-SC, São José dos Pinhais/Guaxo-PR, Pindamonhangaba-SP, ABASFI Foz do Iguaçu-PR, APAGEBASK-SP, Maracaju Basquete Clube-MS e ADRM Maringá-PR.

O Joinville, de Santa Catarina, está na Conferência Delcy do Brasileirão da CBB
Foto: Joinville/Divulgação / Estadão

Pela fórmula de disputa, as equipes se enfrentam em turno único dentro das próprias conferências. Os dois primeiros colocados de cada conferência avançam direto para as quartas de final. As demais seis equipes de cada uma serão divididas em três grupos, com quatro equipes. A campeã de cada um desses grupos, mais a melhor segunda colocada, se garantem nos confrontos eliminatórios, que serão em jogo único. As quartas de final acontecem no dia 18 de novembro, e o Final Four, nos dias 19 e 20 do mesmo mês.

As partidas terão transmissão pela CBB TV, NBA das Mina (na Twitch), De Bandeja com Renatinho (no Youtube) e Esporte Clube Basquete.

O Brasileirão respeitará todos os protocolos de saúde, com testes RT-PCR antes do começo dos jogos de cada sede, além de cuidados de higiene e distanciamento social. No masculino, o protocolo da CBB foi sucesso e nenhuma equipe teve jogadores em ação com atletas infectados pelo vírus. A arbitragem também não teve casos do novo coronavírus.

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