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Mercedes dá sinal de vida e Red Bull se atrapalha em dia inconclusivo em Silverstone

Em uma sexta-feira quase que totalmente inconclusiva em Silverstone, a Red Bull apareceu pouco, a Ferrari também foi discreta e quem mais chamou a atenção foi a Mercedes, andando rápido e sofrendo menos com os quiques do que de costume

1 jul 2022 - 19h27
(atualizado às 20h12)
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A Mercedes teve um início promissor
A Mercedes teve um início promissor
Foto: Mercedes / Grande Prêmio

A sexta-feira (1) em Silverstone foi daquelas difíceis de se tirar uma conclusão mais precisa para o resto do fim de semana. É que diversos fatores entraram na conta de um dia caótico, sendo o principal deles indiscutível: a chuva. Assim como no Canadá, os treinos livres ficaram bastante prejudicados, já que o TL1 foi praticamente todo perdido em pista molhada e teve pouca movimentação.

A grande ironia, porém, é que o TL1 teria sido um bom teste para os times, afinal, a classificação tende a acontecer em condições similares, com a previsão apontando chuva quase que o dia inteiro na pista inglesa. A sessão esvaziada, porém, indica algo que também foi visto em Montreal: o acerto das equipes para o sábado deve ser de traçado seco, visando a corrida, gerando uma chance considerável de definição do grid meio lotérica. E é aí que as zebras podem aparecer.

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Nesta sexta-feira, por exemplo, Valtteri Bottas surgiu para liderar o TL1, enquanto que Lando Norris colocou a McLaren em terceiro no TL2, com Fernando Alonso também furando o top-6 com sua Alpine. Ao menos no caso do inglês e do espanhol, não é de se descartar que possam surpreender na hora que estiver valendo as posições de largada.

Lando Norris chegou a liderar o TL2 em dado momento em Silverstone (Foto: AFP)

Com o contexto de potenciais zebras aparecendo e a chance enorme de uma classificação divertida na chuva e com os times prontos para um acerto de seco, vamos focar nas principais equipes. E a gente começa pela Mercedes, talvez a única coisa que fuja um pouco do festival de inconclusões do primeiro dia de atividades.

É que a Mercedes é uma atração especial em Silverstone. É o time de Lewis Hamilton, de George Russell, atual octacampeã consecutiva do Mundial e, lógico, está em busca de reação depois de um início muito ruim de temporada. Principalmente porque vem falando que solucionou os problemas crônicos relacionados aos quiques que tanto assobraram o time. Ou seja, é o centro das atenções no GP da Inglaterra.

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E o início foi positivo. Hamilton ficou em segundo no TL2, Russell apareceu em oitavo - e podia ter feito mais não fosse atrapalhado em voltas rápidas - e, principalmente: o carro quicou menos do que vinha fazendo antes. Ainda preocupa em duas curvas, sim, mas o porpoising em si parece ter sido superado, pelo menos em Silverstone. E isso pode realmente colocar a equipe na briga por coisas maiores.

"Foi um bom dia. Ainda balança bastante, não tanto nas retas, mas em curva é bem difícil. Não fisicamente, mas dentro do carro, nos pneus e tudo. Ainda temos o que fazer, mas parece um pequeno passo à frente. Vamos seguir trabalhando", comentou um cauteloso Hamilton. De toda forma, uma declaração infinitamente mais positiva do que as recentes que o heptacampeão dava após os treinos livres.

Lewis Hamilton no GP da Inglaterra: 2º lugar no TL2 em Silverstone (Foto: Mercedes)

Mas a declaração que resume melhor o dia da Mercedes - e da F1 como um todo - veio de Andrew Shovlin. O diretor de engenharia da Mercedes foi preciso: o time melhorou, apareceu em cima na tabela de tempos, andou bem na simulação de corrida, mas, sim, aproveitou que Ferrari e Red Bull estavam bem quietinhas.

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"Parece realmente que demos um passo à frente, porque normalmente não ficamos no topo nas sessões de sexta-feira. Mas suspeito que veremos mais da Ferrari e também um pouco mais da Red Bull, mas o trabalho que fizemos nos stints longos foi encorajador", disse.

Pelos lados da Red Bull, depois de uma sexta-feira em que o time não teve nem Max Verstappen, muito menos Sergio Pérez no top-3, o clima foi de preocupação. O holandês citou dificuldades com os pneus, enquanto que o mexicano apontou para problemas aerodinâmicos. Mas a bronca maior veio do consultor, Helmut Marko.

"Ainda não achamos o acerto ideal, não conseguimos o equilíbrio certo do carro. Estamos derrapando muito, sem aderência nas curvas de baixa velocidade. Ainda não estamos trabalhando na direção certa", avaliou o austríaco, figura importante na cúpula da equipe que vem dominando as últimas etapas do campeonato.

Max Verstappen: pouco tempo de pista e alguma preocupação na Inglaterra (Foto: Red Bull Content Pool)

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Mesmo com as declarações em tons pessimistas, com o clima de apreensão no ar, as poucas voltas completadas e os tempos ainda não tão competitivos, a Red Bull está longe de ser carta fora do baralho. O time não foi mal na simulação de corrida e, principalmente, vem de pole com Verstappen também na chuva do Canadá, ou seja, não seria surpresa alguma se surgisse na frente neste sábado.

Mas e a Ferrari, hein? Essa talvez seja quem mais escondeu o jogo nesta sexta-feira. Líder do dia, é verdade, mas até na melhor volta de Carlos Sainz ficou a impressão de que tinha mais ali. Tanto que o espanhol cometeu um errinho no giro. Muito tempo de pneus médios, muita simulação de corrida e, no fim, os italianos saíram bem tranquilos dos treinos livres.

A Ferrari sabe bem que precisa vencer o GP da Inglaterra meio que de qualquer forma. O atropelamento recente de Verstappen e da Red Bull machucou uma equipe que perdeu a mão nas disputas por títulos, mas que ainda pode se reencontrar se quiser disputar em 2022.

Carlos Sainz terminou a sexta-feira em vantagem na pista de Silverstone. Não que importe tanto (Foto: Ferrari)

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Com a previsão de chuva na casa dos 80% para a hora da classificação e bem perto disso para o TL3, a Ferrari não depende só de seu carro, mas também precisa que seus pilotos estejam em um grande dia. Em uma circunstância com a cara de Verstappen, é mais uma chance para Charles Leclerc, o homem das poles, mostrar do que é feito.

Com Red Bull meio batendo cabeça, a Ferrari discreta e a Mercedes subindo de nível, a sempre caótica Silverstone começa a desenhar o que pode ser o melhor fim de semana da F1 2022. Na briga pelo título, Leclerc sabe bem que Verstappen é muito difícil de ser batido nas condições que o sábado deve apresentar, mas pode roubar o favoritismo do rival caso conquiste mais uma pole. É outra classificação daquelas cruciais.

GRANDE PRÊMIO acompanha AO VIVO e EM TEMPO REAL todas as atividades do fim de semana do GP da Inglaterra. No sábado, o TL3 abre o dia às 8h (de Brasília, GMT-3), enquanto a classificação começa às 11h.

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